A Jessica Biel é uma pecadora

Não é que a Jessica Biel ou o Bill Pullman sejam sinónimos de entretenimento de qualidade. Na verdade, acho que o último filme que vi com a Jessica foi The Tall Man (meh) há uns três ou quatro anos e com o Bill, nem sei bem, talvez o Independence Day (o primeiro Independence Day).

Contudo é sempre bom ver caras conhecidas nos cartazes de séries, nem que sejam aquelas caras que já não vimos há imenso tempo e só temos borrões como memórias dos seus papéis.

Esta série original da Netflix conta a história de Cora, uma mãe, aparentemente normal, que faz parte de uma família normal e que, no intervalo dos afazeres diários, numa ida à praia com o marido (o irmão perdido do Jon Snow!) e o filhote pequeno, tem um ataque de fúria e mata um jovem violentamente, esfaqueando-o até à morte.

Ninguém parece perceber o que raio aconteceu, como aconteceu e porque aconteceu, nem a própria autora do crime mas, para o detetive Harry Ambrose, algo teve que despoletar o ataque. E, a medida que vai entrevistando testemunhas e conversando com Cora, começa a perceber que o passado dela, afinal, parece ser mais sombrio do que aparentava.

A história é suficientemente intrigante e misteriosa, levando a que quem está a ver mantenha o seu interesse e a vontade em ver o episódio seguinte, apesar de existirem alguns lugares comuns e artifícios que, sinceramente, não me agradam muito. Falo, nomeadamente, da amnésia da mulher e do método utilizado para “desbloquear” essa mesma amnésia.

Não será, também, difícil perceber o que despoletou o ataque de Cora, ao fim de alguns episódios. Mesmo que adivinhem, isso não torna a revelação menos conseguida.

Para ser sincero, achei The Sinner minimamente cativante. Fosse ela mais longa, e o mais certo era acabar por ficar farto, mas com oito episódios a coisa acabou por fluir bem.

Jessica Biel e Bill Pulman estão bem nos papeis, o mistério principal é intrigante q.b., os valores de produção suficientemente bons e, mesmo com alguns clichés, cheguei ao fim razoavelmente satisfeito.

Quem gostar de thrillers com algum mistério, poderá ter aqui uma boa solução para aquelas tardes/noites mortas.

A segunda temporada de Stranger Things

Falei aqui da primeira temporada e devo dizer que a minha opinião é mais ou menos a mesma em relação à segunda. Todos os ingredientes que fizeram de Stranger Things um sucesso, continuam presentes.

Achei que as personagens continuam cativantes, a banda sonora mantém a sua excelência, todo o ambiente tipicamente característico dos anos 80 está bom e recomenda-se e a história é suficientemente interessante.

Talvez tiraria algum background que foi dado à Eleven, mas compreendo que tenham tentado “humanizar” mais a jovem. No entanto, pareceu-me que os episódios centrados em Eleven eram os mais aborrecidos e aqueles que destoavam do resto que ia acontecendo.

Acho que a força de Stranger Things reside no grupo, nos caça-fantasmas, e no dinamismo que eles todos juntos trazem.

Espero pela terceira temporada com alguma expetativa.

ps: não sei bem porquê, mas achei esquisito ver a Eleven com aquele cabelo.

Timeless, ou como tentar demasiado ser dramático

A principal razão para se fazer uma viagem ao passado é, na maior parte das vezes, alterar qualquer coisa para que o futuro seja diferente. Ora, isso é impossível, e remete-nos aos tais paradoxos, uma vez que se alterarmos o passado a razão para se ter viajado do presente para esse mesmo momento no passado deixa de existir.

De qualquer maneira, esses paradoxos, se não forem demasiado evidentes e se os decidirmos ignorar, não atrapalham bons filmes e séries que abordam este tema. É bem possível passar um bom serão a ver alguém a mexer com acontecimentos passados e verificar de que forma isso altera o futuro/presente.

Esta série da Netflix, paradoxos à parte, nunca consegue atingir um patamar de qualidade consistente.

Pareceu-me ser demasiado comedida, amadora por vezes na forma como apresenta a história e os personagens. Talvez se trate de uma produção com restrições no orçamento, não sei. O pior, no entanto, é que a série pareceu-me demasiadas vezes muito forçada e apressada, sem fio condutor e com imensas conveniências na história.

Não sei bem explicar, mas parecia-me que Timeless tentava ser dramática, com mensagens moralistas a torto e a direito e criar personagens cativantes, mas sem o saber fazer bem. Na verdade, sempre que algo era bem feito, surgiam cinco ou seis coisas que não o eram.

É uma série bem meh, na verdade.

Helix: o vírus dos imortais

Uns dias atrás, quando navegava pela lista das séries que a Netflix carinhosamente recomenda que veja, deparei-me com uma que captou a minha atenção.

Normalmente, costumo informar-me um pouco antes de começar uma série. Fazer uma espécie de filtragem, para que não sinta que vá desperdiçar o meu precioso tempo.

Mas, com Helix, perdi a cabeça. Comecei a ver sem saber ao que ia, apesar de no fundo sentir que iria ver uma série medíocre.

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The Mist: uma névoa na Netflix

Não conheço o conto de Stephen King, pelo que não faço a mínima ideia se a nova série da netflix é uma adaptação fiel. Confesso que também não era isso que procurava.

Como gostei bastante do filme do Darabont (aquele final, oh là là), acho o Stephen King um tipo porreiro, não por ter lido algum livro dele, mas por segui-lo no twitter e adoro terror, pensei que poderia encontrar algum entretenimento em The Mist.

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A expansão continua

Falei um bocadinho de The Expanse aqui, e disse que estava a achar interessante. Como estava a achar interessante continuei a ver os episódios e terminei a primeira temporada e muito recentemente a segunda.

A história está a agradar. Muito resumidamente é uma conspiração política que, na verdade, se trata de uma fachada para outra conspiração ainda maior. Passa-se no futuro, no espaço e em planetas do nosso sistema solar.

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