Black Mirror, o regresso e as expectativas

O espelho negro da sociedade regressou, agora apadrinhada pela Netflix. O meu entusiasmo era muito, devo dizer e, talvez por isso, tenha criado em mim expectativas demasiado altas.

A verdade é que gostei de todos os episódios desta nova temporada de Black Mirror. Só que esperava um pouco mais. Continuar a ler “Black Mirror, o regresso e as expectativas”

Stranger Things

Coisas estranhas… Suponho que era uma coisa estranha eu não ter visto a nova série que “toda” a gente ia falando nas redes sociais e nos blogues – ah, nos blogues… Que estou eu a dizer? Ninguém mantém um blogue hoje em dia! Isso é muito anos dois mil e picos – e por isso mesmo tratei de arranjar alguma disponibilidade para que tal coisa deixasse de ser estranha e eu pudesse, finalmente, passar para o lado bom da força.

Hum, ok.

É uma série pequena, com oito episódios, o que não é nada de negativo. Muito pelo contrário. Pode jogar a favor, pois obriga a que as coisas fluam de forme uniforme e sem grandes floreados.

Apesar de termos aqui algumas coisas que não me agradaram particularmente, gostei do ritmo.

É uma série de pequenas (grandes) homenagens a uma década que parece ter acontecido há muito muito tempo atrás e isso é deveras espetacular.

É uma série de terror, de ficção-científica e que trilha um caminho dramático particularmente tocante em alguns momentos.

É também uma série cheia de simbolismos e metáforas.

É uma série com boas personagens, especialmente as mais novas.

É uma série com uma banda sonora incrível.

É uma série divertida e assustadora e também dramática. É ideal para se ver em família. Eu sei que tem cenas mais fortes, mas caramba, digam aos miúdos para tapar os olhos com as mãos nesses momentos.

Não é uma série que reinventa a roda, nem acho que o pretenda fazer. Não vi nada de absolutamente incrível, mas vi muito respeito pelo que já se fez de muito bom há uns anos atrás por vários artistas de gabarito.

É como se fosse uma mistura de Stephen King com Steven Spielberg e John Carpenter. Sim, eu sei que falo de três mestres, mas é o que eu acho.

Gostei muito e não me importo nada de ver uma segunda temporada!

ps: a cereja no topo do bolo seria se, em vez de terem utilizado CGI para a criatura, tivessem usado efeitos práticos. Seria a homenagem quase perfeita!