É mesmo original ter como título Slasher, devo dizer. De qualquer maneira, e como o Netflix me sugeriu esta série, que é de terror e para maiores de 16 anos – o que implicava alguma violência e sangue onscreen – decidi encolher os ombros e carregar no play.

É a “clássica” história da malta que se encontra num sítio no meio do nada, sem rede como é óbvio, e que começa a ser dizimida.

Claro que para a coisa ser mais interessante, a malta divide-se em dois grupos: a malta que já se encontrava no lugar isolado e a malta que vai para o lugar isolado porque tem um segredo obscuro que se torna num problema grave e então têm que arregaçar as mangas e resolver o problema grave, que consiste em ir buscar o cadáver de uma jovem que mataram numa noite que se descontrolou após se descobrirem segredos e ciúmes e traições que envolvem sexo e humilhações e, basicamente, todas as bodegas que a malta jovem faz quando não sabe utilizar o cérebro de forma adequada.

E pronto. Estão a ver a premissa do I know what you did last summer? Basicamente a mesma porcaria.

É verdade que existe sempre curiosidade em descobrir quem é o assassino, e algumas mortes são bem violentas e gráficas. Os diálogos e as personagens também não são maus, e embora nada seja espetacular, achei que a coisa fluiu de forma suficientemente interessante.

Lá está, tudo o que esta segunda temporada de Slasher oferece não é nada de novo. Já se viu muitas vezes. Mas também já vi pior.

ps: Como curiosidade, no final, descobri que vi a segunda temporada, mas isso até nem me irritou muito, uma vez que Slasher faz parte das séries que têm um história diferente em cada temporada. E se calhar até vou ficar por aqui, uma vez que as interwebs não falam muito bem da primeira.

Publicado por Ricardo JM Vieira

Vibro mais do que gostaria pelo Benfica, cinéfilo de corpo inteiro, fotógrafo de ocasião, destruidor de koopas e bokoblins, devorador de séries, leitor de fantasia, geek e nerd, não necessariamente ao mesmo tempo. Ah, e apaixonado por animais.