Inner Ghosts precisa da nossa ajuda

Inner Ghosts 2

Esta jornada de terror está a ser completamente produzida em Lisboa, Portugal, por um grupo de profissionais de mais de 10 países diferentes, apaixonados pelo género e completamente comprometidos em criar um filme que tornar-se-á, verdadeiramente, num clássico europeu do terror.

Trabalhamos juntos em mais de 10 diferentes fusos horários. Nós somos fãs de terror, tal como tu! Nós adoramos os mesmos filmes que tu adoras e sabemos que o nosso filme vai fazer-te tremer.

Mas nós precisamos da tua AJUDA!

Pois é, Inner Ghosts, um filme português escrito por Paulo Leite e realizado por João Alves, está nos estágios finais de produção. A equipa de produção tem feito das tripas coração, gastando todo o dinheiro disponível. Tem esticado a corda ao máximo, como se costuma dizer.

Mas fazer cinema ainda é caro. E fazer cinema em Portugal ainda é mais.

O filme, na verdade, está quase terminado. Falta apenas aprimorar o som. Qualquer fã de cinema sabe o quão importante são os efeitos de som num filme. Especialmente num filme de terror.

Então, para que Inner Ghosts fique completo – da forma mais profissional possível – a equipa de produção decidiu pedir a ajuda da Internet.

O valor pedido é um pouco alto, e é sempre arriscado investir dinheiro em projetos que não sabemos se vão ficar finalizados. No entanto, é também gratificante saber que tentamos levar para a frente um projeto (português) ambicioso.

E eu sei que será um pequeno motivo de orgulho dizer, quando o filme estrear:

“Eu ajudei tornar este filme realidade!”

Convido-vos a ler atentamente o Kickstarter de Inner Ghosts.  Ficarão a conhecer melhor a história do filme, o elenco, as razões do Kickstarter e todas as recompensas por ajudarem.

Poderão também dar uma vista de olhos no site oficial e nas redes sociais: Twitter, Facebook.

Total Recall (2012)

total-recallOnde está toda a sujidade? Onde está todo o suor, a ferrugem, o lixo nas estradas, a violência?

Pois é, onde está Verhoeven?

Em nenhum lado, pois claro. E isso até não teria qualquer tipo de impacto, caso o filme fosse bom. Mas não é.

A história na sua essência é a mesma do filme de 1990 com Schwarzeneger, mas contada de outra forma. Desta vez não existe Marte e isso de facto aborreceu-me. Mas o que me aborreceu ainda mais foi terem optado por trazer mais um filme todo perfeitinho, brilhante e limpinho.

Tem sequências de ação interessantes, sim, mas isso não compensa o argumento sensaborão e todo o aspeto genérico e igual a tantos outros filmes de ficção-científica que abundam as salas de cinema.

Os melhores e piores filmes de 2016

20162852_vmwvcEste ano que passou não vi muitos filmes. Por três motivos, penso eu. Trabalho, preguiça e falta de motivação. De qualquer maneira, estive a dar uma vista de olhos no meu perfil de uma rede social ligada ao cinema e contei 39 filmes vistos.

Patético, eu sei.

A maior parte deles nem foram grande coisa. Mas enfim, nada como perder duas horas da minha vida a ver um qualquer filme de merda. De preferência um filme de terror low budget ás tantas da madrugada.

De qualquer maneira, decidi fazer uma lista com os dez filmes que mais gostei de ver:

Nenhum destes filmes é especialmente bom. Os mais interessantes foram The Witch, Turbo Kid e Hush. Os restantes levaram de mim um 7 numa escala até 10. Nada de extraordinário, portanto. Agora vejo que, em termos cinematográficos, foi um ano bem mediano para mim.

Passando aos piores:

Star Leaf e The Sand são absolutamente horríveis. Os restantes bastante maus, mas ainda suportáveis (para quem gostar de desperdiçar tempo).

Os filmes que mais me desiludiram foram The Revenant, The Martian e Suicide Squad.

A título de curiosidade, o primeiro filme que vi este ano foi The Caller e o último Suicide Squad. Ambos tiveram a mesma classificação, um 5. O meu total de filmes vistos ascende, agora, a 1006. Tenho a certeza que já vi mais, uma vez que não perco demasiado tempo a procurar pelo filme que vi há 10 anos atrás, apenas para registá-lo no site. Mas, enfim, não está mau.

Suicide Squad (2016)

Este filme tenta ser aquilo que nunca deveria ser. Tenta forçar sentido de humor, dimensão e “humanizar” personagens violentas e desequilibradas.

A Harley Quinn diz que eles são os maus, mas insiste-se em problemas amorosos, familiares e na clássica questão que os assassinos também têm honra, família, e são homens de palavra.

Raios partam! Para quê complicar o que deveria ser simples? Continue reading “Suicide Squad (2016)”

The Jungle Book (2016)

Não li o livro de Rudyard Kipling, pelo que não sei até que ponto esta adaptação de Favreau foi fiel. De qualquer maneira, não é isso que me traz aqui e também não acho que seja de extrema importância adaptar um livro letra por letra.

O filme é bonito de se ver. É fantástico ver toda aquela vida selvagem e pensar que tudo o que vemos é criado por computador. Tenho as minhas dúvidas de o rapaz, Mogli, também não o será… Sim, ainda não é tudo perfeito. Notam-se alguns (poucos) momentos em que o CGI falha, mas são momentos fugazes e não incomodam nem estragam a experiência.

O problema é que um filme não vive só de beleza digital. A história tem que ser também ela interessante e cativante.

E não o foi, quer-me parecer. Falta muito desenvolvimento nas personagens principais. Eu não consegui ficar agarrado a nenhuma delas da forma que queria. Quero com isto dizer, que embora ache os pequenos lobos fofinhos, ou o tigre uma ameaça, nunca chego a torcer de forma profunda por nenhum deles.

Fica tudo num nível bastante baixo em termos emocionais e por isso achei os momentos climáticos (especialmente a música grandiosa) sensaborão. Na verdade, nada culmina de uma forma que me agrade particularmente.

E achei as partes em que os animais cantam muito deslocadas do resto da ação. Sem falar que, para o fim, Mogli regressa à sua alcateia em cinco minutos, quando passou dias a vaguear.

Acho que é demasiado simplista e poderia ter sido bem melhor. É extremamente bonito, mas pouco envolvente. Vê-se bem, em família, mas não tem nada o destaque e por isso mesmo não ficará guardado na memória. Pelo menos durante muito tempo…

★★★