Altered Carbon: mudar de corpo

Não seria bom podermos guardar a nossa consciência em pequenos discos, para assim que o nosso corpo físico pereça possamos transferi-la para um outro corpo diferente e continuarmos a viver ad infinitum?

Parece porreiro, sim senhor, mas Carbono Alterado vem mostrar que, se calhar, isso não seria (será?) tão porreiro assim.

Esta nova série da Netflix conta com altos valores de produção e isso reflecte-se, principalmente, nos visuais apresentados. O futuro cyberpunk de Carbono Alterado, está muito verosímil e palpável. Os efeitos especiais, por exemplo, não ficam nada a dever às grandes produções de Hollywood.

A escrita e as actuações não estão ao mesmo nível, mas não desiludem, nem comprometem em nada.

Pessoalmente gostei bastante do ator principal, Joel Kinnaman e da inteligência artificial representada por Chris Conner. Aliás, a inteligência artifical chega a ser bem mais “humana” que alguns dos humanos que por ali andam.

De resto, é uma série bastante negra, futurista, com realidade virtual misturada com transferências de consciências, questões existenciais, mudança de corpos, clones e backups de memórias na cloud, sangue, sexo, algum wtf e muita acção sem descurar, claro, os momentos mais dramáticos.

São muitas questões morais a serem exploradas, ao mesmo tempo que um individuo tenta resolver um crime que na verdade faz parte de uma espécie de conspiração maior.

Eu gostei e recomendo, especialmente a quem for fã de ficção científica.