Erased: mudar o passado

O Netflix tinha acabado de lançar esta série e eu, após ler a sinopse e ver que a duração dos episódios era curta – devo dizer que após Dark, uma série com episódios de 20 minutos parecia ser o que mais precisava – decidi experimentar e dar uma hipótese.

Portanto, Erased (Bokudake ga Inai Machi) é uma série japonesa baseada num animé japonês que por sua vez é baseado num manga japonês. E, meus amigos, nota-se claramente que estamos a ver um produto nipónico live action baseado num animé.

Para ser sincero, eu gostei. Aliás, incluí Erased nas melhores séries que vi em 2017. Não é que seja absolutamente indispensável, mas cativou-me. Existe uma inocência tipicamente japonesa, uma forma de contar histórias muito própria, paradoxos temporais à parte, que eu gostei bastante.

E, depois, é tudo muito competente em Erased, seja o elenco (as crianças são adoráveis, especialmente o ator principal) ou a realização (belíssima fotografia), e o facto dos episódios serem curtinhos com uma boa dose de mistério e drama – aliás, o busílis de Erased centra-se na solidão e na forma com ela molda as pessoas e as muda – não tornam a coisa aborrecida, existindo uma vontade de ver o próximo episódio.

Agora a ver se vejo o animé.