Now You See Me 2 (2016)

O primeiro filme já me tinha desagradado um pouco pelo seu nível de irrealismo utilizado como sendo magia.

Este, no entanto, abusa e leva as coisas para um nível absurdo.

As magias e todo aquele espetáculo de luzes e purpurinas não funcionam, simplesmente porque existem ali momentos ridículos, o que leva a quem está a ver a sentir-se enganado.

A “magia” que se vê é digital, com CGI e computadores.

Pela lógica exibida (e alguma eles tentam disfarçar com paleio oportunista) eles podem fazer o que quiserem, como colocar dois dedos na testa para se transportarem instantaneamente para outro continente

Uma perda de tempo!

★★

Super Mario chega aos smartphones

O canalizador mais famoso do mundo parece querer estar em muitos lados ao mesmo tempo. Depois de uma aparição surpresa no encerramento dos jogos olímpicos no Brasil, eis que mostra o seu bigode no evento da Apple.

Seria  algo impensável há uns tempos atrás, mas aconteceu! A Nintendo vai trazer o seu ex-líbris para o mercado dos telemóveis.

E fez a apresentação com toda a pompa e circunstância no evento mais mediático possível. Tim Cook e Shigeru Miyamoto, a lenda dos videojogos, partilharam o mesmo palco e deixem-me que vos diga que não estava à espera disso.

Não senhor.

Sabia que vinha um jogo (aliás, são 3 jogos até ao final do ano fiscal da Big N), mas não pensei que o anunciassem na conferência da Apple. Pensei sempre num Nintendo Direct. Mas enfim, conseguiram chamar a atenção e o anúncio parece estar a dar frutos.

Será uma besta maior que “Pókemon Go”? Tenho as minhas dúvidas, mas ainda assim, acho que será uma impressora de dinheiro e um bom chamariz para a empresa e consequentes consolas domésticas.

O jogo chama-se “Super Mario Run” e, até ver, para se jogar será preciso um dedo e um iPhone. Não será grátis nem Free to Play, embora tenha  uma seção demonstrativa grátis, e chegará aos smartphones da maça lá para o final do ano. Para a malta do Android, nickles.

Por enquanto… digo eu…

ps: revelem a NX, ó Nintendo!

Livro: A Relíquia

A RelíquiaNão tinha a certeza que o filme fosse baseado no livro que comprei, mas após ter lido a sinopse as minhas dúvidas desvaneceram-se.

É um livro interessante, longe de ser melhor que o “Jurassic park” – sim, esta afirmação está na capa – mas ainda assim tem boas personagens (especialmente Pendergast), escrita cativante e é suficientemente misterioso e intrigante.

Comparando com o filme, o livro é bem melhor. Aliás, não gostei nada das liberdades criativas que foram tomadas no filme.

Sou sincero, não tenho a maior vontade em ler a continuação, mas se o fizer acho que não me irei arrepender. Um bocadinho à semelhança do que aconteceu com este, penso eu. Não é uma leitura extraordinária, mas também não acho que seja um desperdício de tempo.

The Jungle Book (2016)

Não li o livro de Rudyard Kipling, pelo que não sei até que ponto esta adaptação de Favreau foi fiel. De qualquer maneira, não é isso que me traz aqui e também não acho que seja de extrema importância adaptar um livro letra por letra.

O filme é bonito de se ver. É fantástico ver toda aquela vida selvagem e pensar que tudo o que vemos é criado por computador. Tenho as minhas dúvidas de o rapaz, Mogli, também não o será… Sim, ainda não é tudo perfeito. Notam-se alguns (poucos) momentos em que o CGI falha, mas são momentos fugazes e não incomodam nem estragam a experiência.

O problema é que um filme não vive só de beleza digital. A história tem que ser também ela interessante e cativante.

E não o foi, quer-me parecer. Falta muito desenvolvimento nas personagens principais. Eu não consegui ficar agarrado a nenhuma delas da forma que queria. Quero com isto dizer, que embora ache os pequenos lobos fofinhos, ou o tigre uma ameaça, nunca chego a torcer de forma profunda por nenhum deles.

Fica tudo num nível bastante baixo em termos emocionais e por isso achei os momentos climáticos (especialmente a música grandiosa) sensaborão. Na verdade, nada culmina de uma forma que me agrade particularmente.

E achei as partes em que os animais cantam muito deslocadas do resto da ação. Sem falar que, para o fim, Mogli regressa à sua alcateia em cinco minutos, quando passou dias a vaguear.

Acho que é demasiado simplista e poderia ter sido bem melhor. É extremamente bonito, mas pouco envolvente. Vê-se bem, em família, mas não tem nada o destaque e por isso mesmo não ficará guardado na memória. Pelo menos durante muito tempo…

★★★