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O melhor do ano de 2015, aqui no 35mm”

No ano do senhor de 2015 registei no meu perfil do Letterboxd 60 filmes. Vi mais, mas ás vezes é impossível fazer o registo em tempo útil e depois, por preguiça ou esquecimento, a coisa fica por registar.

Nada que me atrapalhe em demasia.

Sendo assim, desses 60 filmes, escrevi a minha opinião acerca de 53 aqui no estaminé. Isso eleva o total de críticas disponíveis para consulta para 365. Belo número.

Ora então vamos dividir os filmes que vi por preferência pessoal:

Ondas gravitacionais? Sim, existem.

Albert Einstein, na sua teoria da relatividade, previu as ondas gravitacionais há 100 anos atrás.

A previsão passou a realidade, pois cientistas detetaram, diretamente essas ondas.

É uma descoberta fascinante e mais uma pequena ajuda para o estudo e compreensão do Universo.

Tal como à nossa escala a queda de um seixo num lago produz ondinhas que deformam a superfície da água, as ondas gravitacionais deformam o “tecido” do espaço-tempo – e, por conseguinte, os objectos que atravessam –, ao propagarem-se pelo Universo à velocidade da luz. – Público

Essas ondas (ainda) não se podem ver, mas podem-se ouvir.

Até ver, parece-me uma boa expansão

Enquanto continuo à espera de «The Walking Dead» e (especiamente) «Game Of Thrones», tenho visto a nova temporada de «The X-Files».

Confesso que achei os primeiros dois episódios nada de especial, mas o terceiro mudou essas minha percepção. A ver vamos como a coisa vai continuar.

Outra série que comecei a ver recentemente é da SyFy e chama-se «The Expanse».

Ainda só vi três episódios mas, até ver, estou a gostar.

É uma série de fição-científica que se passa no futuro, onde os seres humanos conseguiram expandir-se pelo sistema solar. Marte foi colonizado, assim como outros planetas e parece que existe um clima de tensão entre a malta que vive no planeta Terra e os Marcianos.

Não sabemos bem quem quer começar uma guerra interstelar, mas temos a certeza que é isso que alguém quer. Até agora, parece-me que existe por ali uma conspiração de qualquer tipo e ainda está tudo bem misterioso.

Mas interessante. Bastante interessante, devo dizer. Espero que o continue a ser até ao fim.

The Revenant (2015)

Eu queria ter gostado deste filme de forma expressiva. Queria ter embarcado numa jornada de sensações que culminariam num explosivo cocktail de prazer, onde ficaria, pelo menos, meia hora a refletir profundamente e a acenar afirmativamente com a cabeça, embrenhado nos meus pensamentos:

«Foda-se, isto sim, é um filme. Genial Iñárritu. Genial DiCaprio.»

Nope! Não foi o que aconteceu.

Não quero que me interpretem mal. «The Revenant» tem alguns aspetos muito positivos, nomeadamente a fotografia, as interpretações (especialmente a de Tom Hardy) e a realização (aqui nem sempre) de Iñárritu.

O problema é que o filme é demasiado loooongo. A história é simples. Ao fim e ao cabo, trata-se de um survival em que o protagonista, que perdeu a família toda, deseja apenas vingança.

Nada contra. «Gravity», de Cuarón, também tem uma história simples e eu adoro o filme. «Gravity», no entanto, soube dosear o pouco que tinha para mostrar.

«The Revenant», não!

Arrasta-se em demasia pelos planos e sequências de contemplação, tem «munbojumbo» espiritual que em vez de tornar tudo mais intenso, emocional e transcendente, só aborrece e faz revirar os olhos.

Para quê esticar tanto um argumento? Porquê? Ou sou eu que não percebo puto de todo aquele existencialismo profundo?

Além do mais, a sobrevivência da personagem de DiCaprio, Glass, roça o absurdo. Eu até sou elástico, mas existem limites nessa minha elasticidade. Quando vi Glass cair de uma ravina enquanto cavalgava a fugir de uns índios, essa elasticidade quebrou.

Já agora, hipotermia não existia naqueles tempos?

Ao fim e ao cabo, «The Revenant», apesar de tecnicamente notável, acabou por ser um filme frio e distante. Mais ou menos como as paisagens que são mostradas. Lindo de se ver, mas incapaz de criar qualquer ligação genuína comigo.

★★★

Ficheiros Secretos em modo meta?

The X-Files

Uau, não estava totalmente preparado para o terceiro episódio da nova temporada de The X-Files.

«The Were-Monster» foi das coisas mais meta e hilariantes que já vi. Um episódio totalmente consciente de si mesmo e de toda uma saga, com uma escrita metafórica bem esgalhada.

I forgot how much fun these cases could be. – Scully