Estrearam diversas séries de super-heróis na Netflix, mas Daredevil continua a ser a única que faço questão de ver mal saia uma nova temporada. Na verdade, ainda só assisti a Daredevil e a Jessica Jones. Tentei ver Luke Cage, mas não terminei (nem quero) e The Punisher ficou apenas e só como uma vontade que não realizei.

A terceira temporada do “Homem sem Medo” mantém o mesmo nível de qualidade das anteriores. É engraçado que, com o regresso de Wilson Fisk, regressem também velhas feridas, mas na verdade nada está como antes e a dinâmica entre os vilões e quem tenta não o ser torna tudo tão mais interessante.

Vincent D’Onofrio continua soberbo e, para mim, poderia ir outra temporada com ele que não me cansaria, no entanto, achei acertado que tivessem apostado na introdução de outro dos grande inimigos de Daredevil. Fiquei curioso e quero saber como vai evoluir Poindexter nos próximos episódios.

Não faltou também o long take da praxe, nem sequer os momentos quase retirados de uma tira de banda-desenhada. A cinematografia continua excelente, assim como a banda sonora.

Toda a construção e desenvolvimento das personagens pode, por vezes, parecer um pouco lenta demais, mas acho que no fim somos compensados com o tempo investido. A luta final é incrivelmente intensa e brutal. Sente-se cada murro, cada anseio e vontade. Compreende-se a ferocidade dos golpes. É sangue, suor e lágrimas.

Venha a próxima temporada!

Publicado por Ricardo JM Vieira

Vibro mais do que gostaria pelo Benfica, cinéfilo de corpo inteiro, fotógrafo de ocasião, destruidor de koopas e bokoblins, devorador de séries, leitor de fantasia, geek e nerd, não necessariamente ao mesmo tempo. Ah, e apaixonado por animais.