Westworld, uma boa comichão

westworldGenérico inicial muito bom, seguido de um primeiro episódio bem interessante. HBO, you did it again! Masterpiece! Right?

RIGHT?

Na verdade… Mais ou menos.

Não me vou alongar demasiado, nem discutir todas as questões filosóficas e existenciais um pouco á-lá-Blade Runner, porque à medida que ia vendo os episódios, uma certa comichão ia subindo por mim acima.

Daquelas comichões que incomodam, mas que também dão prazer. Daquelas em que coçamos e coçamos e dói, mas também sabem bem. Cada episódio doía um bocadinho mais ver, mas também sabia bem. Isto não faz sentido, eu sei.

No meio de boas ideias, excelentes interpretações e cenários bonitos, eram apresentados plot-holes e cada vez mais utilizada a bela da batotice que os argumentistas recorrem, quando não sabem o que fazer para avançar a história de forma coerente, porque perderam-se no meio da narrativa.

A bela da batotice é a conveniência. Algo que me irritou profundamente em Westworld.

Uma das grandes personagens de Westworld é desenvolvida através da conveniência. Falo de Maege, o andróide que fica consciente de si próprio e ordena a dois humanos que a ajudem a tornar-se mais inteligente e a escapar daquele mundo faz-de-conta.

Os andróides de Westworld, são manipulados através de tablets modernos e, com um simples toque num ecrã, Maeve ficaria burra que nem uma porta, mas por qualquer razão que me escapa, os humanos fizeram precisamente o contrário. Tornaram-na super inteligente e perigosa.

Pôrra, esta comichão dói cada vez mais! E nunca mais acaba!

Mas sabe tão bem…

E, já agora, porque raio ninguém se apercebeu da revolta de Maeve naquela empresa altamente vigiada?

Ei, ei, ei, aí vem o amor. A razão de tudo e mais alguma coisa. O amor, aquilo que nos faz humanos. Aquilo que faz andróides ficarem humanos…

E é tão bonito ver ficção-científica misturada com western. Andróides e cowboys!

Comichão, FUCK YOU!

Um bravo novo mundo em The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Apesar de ter tido experiências fantásticas na Nintendo 64, a razão pela qual comprei a consola há largos anos atrás, foi apenas um jogo: The Legend of Zelda Ocarina of Time.

E nunca me arrependi. Ainda hoje, mais nenhum jogo criou em mim a mesma sensação de espanto que tive quando entrei pela primeira vez em Hyrule em 3 dimensões. Continue reading “Um bravo novo mundo em The Legend of Zelda: Breath of the Wild”

Livro: A Relíquia

A RelíquiaNão tinha a certeza que o filme fosse baseado no livro que comprei, mas após ter lido a sinopse as minhas dúvidas desvaneceram-se.

É um livro interessante, longe de ser melhor que o “Jurassic park” – sim, esta afirmação está na capa – mas ainda assim tem boas personagens (especialmente Pendergast), escrita cativante e é suficientemente misterioso e intrigante.

Comparando com o filme, o livro é bem melhor. Aliás, não gostei nada das liberdades criativas que foram tomadas no filme.

Sou sincero, não tenho a maior vontade em ler a continuação, mas se o fizer acho que não me irei arrepender. Um bocadinho à semelhança do que aconteceu com este, penso eu. Não é uma leitura extraordinária, mas também não acho que seja um desperdício de tempo.

Stranger Things

Coisas estranhas… Suponho que era uma coisa estranha eu não ter visto a nova série que “toda” a gente ia falando nas redes sociais e nos blogues – ah, nos blogues… Que estou eu a dizer? Ninguém mantém um blogue hoje em dia! Isso é muito anos dois mil e picos – e por isso mesmo tratei de arranjar alguma disponibilidade para que tal coisa deixasse de ser estranha e eu pudesse, finalmente, passar para o lado bom da força.

Hum, ok.

É uma série pequena, com oito episódios, o que não é nada de negativo. Muito pelo contrário. Pode jogar a favor, pois obriga a que as coisas fluam de forme uniforme e sem grandes floreados.

Apesar de termos aqui algumas coisas que não me agradaram particularmente, gostei do ritmo.

É uma série de pequenas (grandes) homenagens a uma década que parece ter acontecido há muito muito tempo atrás e isso é deveras espetacular.

É uma série de terror, de ficção-científica e que trilha um caminho dramático particularmente tocante em alguns momentos.

É também uma série cheia de simbolismos e metáforas.

É uma série com boas personagens, especialmente as mais novas.

É uma série com uma banda sonora incrível.

É uma série divertida e assustadora e também dramática. É ideal para se ver em família. Eu sei que tem cenas mais fortes, mas caramba, digam aos miúdos para tapar os olhos com as mãos nesses momentos.

Não é uma série que reinventa a roda, nem acho que o pretenda fazer. Não vi nada de absolutamente incrível, mas vi muito respeito pelo que já se fez de muito bom há uns anos atrás por vários artistas de gabarito.

É como se fosse uma mistura de Stephen King com Steven Spielberg e John Carpenter. Sim, eu sei que falo de três mestres, mas é o que eu acho.

Gostei muito e não me importo nada de ver uma segunda temporada!

ps: a cereja no topo do bolo seria se, em vez de terem utilizado CGI para a criatura, tivessem usado efeitos práticos. Seria a homenagem quase perfeita!