Open Grave (2013)

Open Grave

Não tinha ouvido falar deste filme, pelo que ia completamente virgem para a sessão. Reconheço a primeira cara que vejo, é Sharlto Copley, e isso dá-me um pouco de esperança. Se calhar, isto vai valer a pena!

O início é interessante. Um homem, interpretado por Copley, acorda numa vala repleta de cadáveres. Não sabe como raio lá foi parar e nem sequer como se chama. Sim, estamos falar do clássico caso de amnésia misteriosa num cenário misterioso e aterrador.

O homem é salvo por uma mulher que não fala (mais tarde ficamos a saber que é muda, porque, sabem, é conveniente para o argumento) e junta-se a mais algumas pessoas numa casa no meio do nada. Pessoas que também sofrem de amnésia.

Claro que na casa eles desconfiam uns dos outros, porque é isso que acontece quando se têm amnésia, mas decidem tentar descobrir que merda aconteceu com eles. Sempre com o olho aberto, está claro, não vá alguém que acordou no meio de dezenas de cadáveres tentar aprontar alguma.

Mais tarde começam a descobrir cenas maradas e apercebem-se que algo de muito estranho está acontecer. Visões de memórias passados também vão aparecendo em flashbacks, porque também é isso que acontece sempre a quem tem amnésia.

A confusão é muita e tudo parece esquisito. E funciona, pois queremos descobrir o que se passa.

Nem nos apercebemos que algumas dessas situações esquisitas só acontecem por conveniência, mas quando o filme chega ao fim, ficamos a saber que isso é mais uns dos seus problemas.

A meio do filme, já sabemos mais ou menos o que está realmente a acontecer e resta esperar que os gajos com amnésia cheguem à mesma conclusão. Mas isso só vai acontecer quando alguém tiver um flashback nos minutos finais e perceber que está tudo fodido e correr para tentar explicar toda a verdade, mas as outras pessoas também já se lembram.

Como não poderia deixar de ser estão longe uns dos outros e aquilo é uma situação tramada.

Em suma, Open Grave começa bem, mas vai perdendo gás. A ideia é boa, mas a execução nem por isso. Nem Sharlto safa a coisa. De qualquer maneira, já vi bem piores e é uma abordagem que pode cativar.

Fica por vossa conta e risco.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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