The People Under The Stairs (1991)

Um filme com a marca de Craven por todo o lado. Ainda que não seja dos melhores, devo dizer que me agradou substancialmente.

É uma comédia negra com um humor bizarro e personagens malucas. O ambiente de terror é bastante bom, com momentos de tensão e algumas cenas bem gore. Os vilões muito dementes, com atores bem escolhidos e o restante elenco sem desapontar.

É pena que o humor não tenha funcionado sempre da melhor forma e que, por vezes, o filme tenha ficado mais ridículo que engraçado.

De qualquer forma, esses momentos são poucos e, no geral, The People Under The Stairs, funciona muito bem. Wes Craven consegue equilibrar, com a ajuda de um elenco que não desilude, o terror e a comédia negra com bastante mestria e no final entregar um produto bem capaz, que entretém muito bem.

Temos aqui a família de sonho americana, saída diretamente da mente retorcida de Craven!

Obrigado pelos gritos, Wes Craven

Desde novo que tenho fascínio pelo cinema. Lembro-me perfeitamente das tardes, em criança, que passava em frente a um pedação de plástico com um ecrã à frente. Ficava ali pasmado a ver imagens em movimento, a escutar o que era dito a ouvir as melodias que saíam da caixinha mágica.

Era muito novo. Tudo aquilo parecia magia. Especialmente os filmes, que me faziam sentir parte de histórias e de vidas. Umas emocionantes, outras fascinantes e ainda algumas assustadoras.

E eram as assustadoras que me prendiam mais. Havia algo nelas, quase magnético, que me atraía. Ainda mantenho este meu gosto pelo terror no cinema, mas já não tapo os olhos nem sinto o meu coração a palpitar com a iminência de uma morte ou o surgimento de um monstro no ecrã.

Naquela altura não ligava muito aos nomes de quem trazia todo aquele espetáculo até mim. Os créditos não significavam grande coisa, mas à medida que ia ficando familiarizado com as caras dos atores, comecei a decorar nomes e a perceber que alguns destacavam-se de outros.

Dos atores aos realizador foi um tiro. E um dos que conheci primeiro foi Wes Craven. O responsável? Scream 2!

É verdade, sou da geração que viu Scream chegar como uma brisa de ar fresco num género algo deixado de parte. Fiz parte de toda uma loucura pela máscara branca com a boca aberta em desespero.

Quando vi Scream 2 pela primeira vez, achei aquilo tão genial como demente. Um humor negro, um jogo do rato e do gato que me agradavam muito. O filme influenciou-me tanto, que vi-o demasiadas vezes. Sabia cenas de cor, queria comprar a máscara e escrever o meu próprio slasher.

Quem seria o homem que tinha trazido aquilo para a minha vida sem sentido de adolescente. Subitamente, fazia parte de algo.

Wes Craven.

Wes Craven memorial

Para ser justo, Kevin Williamson também fez parte desta altura da minha vida. Não só com Scream, mas também mais tarde com Dawson’s Creek. Sim, eu vi esta série.

De Scream 2 passei para o Scream original e ainda fiquei mais fascinado. Era melhor em tudo, com uma sequência inicial mordaz e diferente. Com um final ainda mais. O jogo do gato e do rato era ainda mais visceral e magnético.

Daí passei para Nightmare on Elm Street e conheci Fred Krueger. Era oficial! Wes Craven era um dos meus mentores, ainda que sem presença física perto de mim. Uma influência numa época da minha vida, em que as borbulhas e as amizades pareciam que iam durar para sempre.

Wes Craven também parecia que ia durar para sempre. Ainda esperava dele um novo Scream. Uma nova lufada de ar fresco. Outra personagem carismática. Algo que fizessse uma nova geração de jovens sentir o que eu senti há uns anos atrás.

Mas nada dura para sempre. Fisicamente, pelo menos.

Fica o legado. Fica a influência. Fica o meu respeito e agradecimento pelos momentos passados. Pelas tardes na escola a falar com os amigos sobre o Ghostface. Pela ansiedade em encontrar um novo filme seu. Pelas noites em casa a escrever o meu próprio slasher.

Até sempre mentor.

Rip Wes Craven

Encontros mortais (parte III)

E se encontrasse um monstro/vilão do cinema na rua por volta da meia noite e com lua cheia? Que fazer? Fugir ou lutar? Fica aqui a terceira parte desses mesmos encontros que desejaria evitar a todo custo.

QUEEN ALIEN (1986)

A mãe dos terríveis Xenomorfos! O que fazer se apanhasse tamanha criatura ao virar da esquina? Provavelmente dar á sola e nunca olhar para trás! O mais certo seria dar de cara com um dos seus filhos e pouco poderia fazer.

Continue a ler “Encontros mortais (parte III)”

Scream 4 (2011)

Foi em 1996 que Wes Craven  e Kevin Williamson criaram uma das personagens mais dementes dos filmes de terror. Para alguns terá, certamente, passado ao lado. Para outros, como eu terá, ficado na memória.

A realidade é que Scream tornou-se num verdadeiro fenómeno e, mais tarde ou mais cedo, a perspectica de lucrar com um franchise aparentemente esquecido, surgiria.

Scream 3, que não teve a mão dos responsáveis pelo conceito, já foi feito sem o rigor dos dois anteriores. No entanto no final do filme ficou assumido que seria o final de uma trilogia. Pois, não estivéssemos em Hollywood…

Continue a ler “Scream 4 (2011)”

New Nightmare (1994)

Dez anos volvidos, a pessoa responsável pela criação do hoje mítico Fred Krueger resolve voltar à carga e ressuscita “literalmente” o vilão.

Nesta minha experiência com Fred Krueger decidi ver 3. O primeiro, porque é o original e, normalmente, sempre o melhor; o terceiro, porque me disseram que era interessante e a melhor sequela; e o sétimo, pois marcava o regresso do Wes Craven á saga.

Quem for à minha blogueteca, pode verificar que dei uma pontuação muito baixa ao terceiro filme. Na verdade achei-o muito fraco e aborrecido. Mas, passando à frente, falemos deste New Nightmare!

New Nightmare (O Novo Pesadelo De Freddy Krueger) é uma despedida quase em grande do vilão. Digo quase em grande, pois achei os minutos finais estúpidos e exagerados, mesmo tendo em conta o universo fantasioso do filme. Tirando esses minutos, não tenho dúvidas em afirmar que este filme consegue fazer renascer Fred Krueger e é, sem dúvida alguma, a melhor sequela. Em termos de qualidade equiparo-o ao primeiro e, em certas situações, acho-o superior. Acho-o superior, porque nota-se que desta feita Wes Craven tinhas mais meios ao seu dispor e tinha mais experiência como realizador.

O argumento é assaz criativo e até pode-se dizer que este filme serve como prólogo para a saga Scream. Heather Langenkamp tem uma actuação muito mais convincente, talvez fruto de uma maior experiência, Englund continua em grande, Wes Craven faz uma perninha como actor, mas tenho que destacar o pequeno Miko Hughes, que protagoniza os momentos mais arrepiantes do filme.

Não é um filme que se destaca, mas é uma boa opção para uma sessão de terror; talvez até um pouco mais que o original.

6/10

A Nightmare on Elm Street (1984)

A nightmare on Elm Street é um filme de terror de baixo orçamento, realizado em 1984 por Wes Craven. O filme apresentou ao mundo pela primeira vez o vilão Fred Krueger e Johnny Depp.

O filme gira em torno de um assassino de crianças que surge nos sonhos de vários adolescentes, aterrorizando-as e tornando as suas acções nos sonhos físicas na realidade, ou seja, Fred Krueger consegue ferir e até matar os adolescentes nos seus sonhos.

Antes deste filme ver a luz do dia, Craven havia apresentado o argumento que tinha escrito a várias companhias, sendo que todas elas iam recusando o projecto.

Curiosamente, a primeira companhia a demonstrar interesse foi a Disney (!) mas, e ainda bem que Craven recusou, ela queria que o realizador suavizasse o conteúdo da história para poder ser indicado para ser visto por crianças e adolescentes.

O projecto acabou por ir parar á New Line Cinema, que naquela altura era uma companhia algo inexperiente no ramo.

Pessoalmente, acho o filme um pouco sobrevalorizado. No entanto entendo todo o mediatismo e sucesso que alcançou.

O vilão carismático, protagonizado por Robert Englund é, em grande parte, responsável por esse sucesso. E, em boa verdade, devo dizer que é uma personagem bem interessante e bem imaginada.

Para além do vilão carismático, o filme possui uma banda sonora de grande qualidade, com melodias misteriosas que contribuem para tornar o ambiente bem mais assustador e intimidador.

É claro que Wes Craven dá um pouco mais de qualidade á fita. A cena da banheira ou a morte do namorado de Nancy, interpretado por um jovem Johnny Depp, são bem esgalhadas; principalmente a da morte do namorado, que com todo aquele sangue a jorrar dos lençóis, torna-a numa das mais memoráveis do cinema.

Vê-se bem, apesar de algumas partes não terem envelhecido bem (como aquela no fim, em que a mãe de Nancy é puxada para dentro de casa).

A protagonista podia ter sido outra, pois acho a interpretação de Heather Langenkamp um bocado insossa, mas no geral vale uma visualização.

imdb trailer

6/10

editado em 16/02/12 (alterações no layout, correcção de erros e alteração na imagem. Adicionado link para o trailer e imdb)

Cursed (2005)

Este filme resulta de mais uma parceria entre o argumentista Kevin Williamson e o Realizador Wes Craven, após a trilogia Scream. Estava, por isso mesmo, com algumas expectativas. Não muitas, mas algumas.

A verdade é que Cursed – Amaldiçoados em português – não passa além do razoável. Detém algum humor característico de Williamson, mas a trama é banal. Craven consegue tornar tudo um pouco mais interessante, por vezes, mas logo a seguir afoga-se em planos repetitivos reveladores de preguiça. Parecia que queriam despachar…

Tudo se passa em Los Angeles. Dois jovens têm um acidente de carro onde são atacados por uma criatura. Um deles, começa a desconfiar que a criatura que os atacou só pode ser um lobisomem. Mais para a frente chegam á conclusão que só matando o lobisomem é que podem evitar a sua transformação nessa criatura mítica.

Onde ficou a inteligência e a irreverência mostradas na trilogia Scream, senhores Williamson e Craven? Não, a sério, onde? É que nesta fita somos totalmente subestimados! Ou então era dirigido para quem nunca viu um filme de terror. A cena inicial em que as raparigas vão á vidente e esta diz para elas terem cuidado com a lua, que ele se alimenta sob a lua… O facto do cão começar a ladrar logo depois dos jovens terem sido mordido pelo lobisomem… Ok, não precisamos de cenas já vistas imensas vezes.

Ninguém no elenco se destaca, pois parecem andar todos em piloto automático. A banda sonora é fraca, o CGI e os efeitos especiais manhosos e, para além do que já referi em relação ao argumento, acrescento que é totalmente previsível.

Cursed é mais um filme de terror para adolescentes que aborda a temática dos licantropos. Apesar de tudo de mau que tem, não é horrível e dá para assistir tranquilo num dia da semana. Tivessem Williamson e Craven trabalhado mais e melhor no filme, e poderíamos estar na presença de uma boa surpresa.

Realizador: Wes Craven/2005

Joanie: I guess there’s no such thing as safe sex with a werewolf.

5/10

Scream (1996)

Scary Movie seria o nome deste filme de culto dos anos 90, não fosse a Miramax ter sugerido Scream. Por ironia do destino, ou talvez não, surgiria mais tarde Scary Movie que, entre outros, gozava á brava com este filme. A história é básica: Assassino, que aqui usa um fato de carnaval, quer matar rapariga adolescente. Muito resumidamente é isto!

O argumento de Kevin Williamson é, no entanto, muito mais que a simplicidade com que resumi os acontecimentos. Vamos a 4 pontos que penso serem importantes referir:

Em 1º lugar, o assassino aqui é uma pessoa normal; não é um monstro nem ninguém com força sobre-humana. Ele fala com as vítimas antes de as matar. Aliás ele faz jogos com elas, como adivinhar a personagem de certo filme de terror. O que nos leva a outro ponto genial do filme: o humor! Scream possui um humor negro, macabro, original, insano até! O acto final, então, é glorioso nestes aspectos. Em 3º lugar temos Wes Craven que deixa a sua marca bem vincada na realização. O último ponto é referente á auto-ironia do filme. Ele goza explicitamente com várias regras comuns á maioria dos filmes de terror, para logo depois seguir essas mesmas regras.

Para terem um noção da loucura que envolveu este filme, imaginem que Wes Craven (para além de fazer um cameo delicioso vestido á Freddy Krueger), disse que a actriz principal seria Drew Barrymore. No entanto a personagem que Drew interpreta morre nos primeiros 10 minutos de filme (num prólogo inicial fantástico, diga-se de passagem) Imagino a cara de surpresa de quem foi ao cinema…

Para os mais atentos, irão encontrar muitas referências a clássicos do cinema de terror. Kevin Williamson brincou com o género, mas é inegável que ele pisava terreno seguro. Muito do sucesso vem do seu argumento. E a prova disso foi que o pior filme da trilogia não teve a sua mão…

Scream tem sido considerado por muitos como um dos melhores filmes de terror de sempre. É violento com um humor negro, e satiriza o género em que se insere como ninguém! Foi o responsável pela explosão de filmes de terror teens, como Sei o que Fizeste no Verão Passado ou Mitos Urbanos. Gerou 2 sequelas e mais uma trilogia que está para vir (eu quero ver!). Facturou milhões no Box-Office, ou seja, criou um culto. É um filme que merece ser visto, sim senhor. Foi uma ventania de originalidade num género muito desgastado. Recomendado!

Sidney Prescott: You sick fucks, you’ve seen one too many movies!
Billy: Now Sid, don’t you blame the movies, movies don’t create psychos, movies make psychos more creative!

8/10

Encontros Mortais (parte II)

E se encontrasse um monstro/vilão do cinema na rua por volta da meia noite e com lua cheia? Que fazer? Fugir ou lutar? Fica aqui a segunda parte desses mesmos encontros que desejaria evitar a todo custo.

Michael Myers (1978)

Assassinou a irmã á facada aos 6 anos. É preciso dizer mais alguma coisa? Mesmo que tentasse fugir Michael Myers apanhar-me-ia só a passo, obviamente!

Ghostface (1996)

Adorei quando surgiu o primeiro filme da trilogia gritos. Achei o ghostface completamente original e demente. Não gostaria de vê-lo a correr desenfreadamente na minha direcção com a faca na mão e a tropeçar por tudo quanto é sítio, não.

Medeiros (2007)

Absolutamente terrorífica esta criança portuguesa. Alta, magríssima e com uma fúria incontrolável. Uma epidemia mortal seria culpa nossa. Afinal somos bons em alguma coisa!

Joker (2008)

Joker perguntar-me-ia se gostaria de saber como é que ele arranjou aquelas cicatrizes. Não importava a minha resposta porque iria saber á mesma… ou então sentir a lâmina á mesma! Why so serious?

T-Rex (1993)

Cinco toneladas de uma máquina assassina. Quais serias as minhas hipóteses de não terminar triturado pelas suas presas?