Celeste: uma jornada até ao coração da montanha

Confesso que não sabia nada acerca deste jogo até começar a ler diversas opiniões positivas. Confesso, também, que já o terminei há umas semanas atrás. Provavelmente toda a gente já conhece os encantos da pequena Madeline, mas enfim, fica aqui mais uma opinião positiva de Celeste.

Mais vale tarde do que nunca, não é verdade?

Este jogo da Matt Makes Games é mais um indie de plataformas disponível para várias plataformas. A versão que joguei, aliás, ainda jogo, é a da Nintendo Switch. É um jogo extremamente divertido, muito preciso e que exige bastante habilidade e perícia.

Controlamos uma rapariga chamada Madeline, que parte numa jornada em direção ao topo de uma montanha chamada Celeste. Nessa jornada, Madeline, irá encontrar imensos obstáculos, conhecer amigos e enfrentar os seus próprios demónios.

O estilo visual deste indie é muito bonito. Pode-se dizer que a eshop está recheada de jogos com um estilo semelhante – pixel art – mas Celeste consegue destacar-se com cenários bonitos, muita personalidade e charme.

A jogabilidade e o visual combinam muito bem em Celeste. Nota-se que foi um projeto que teve muita dedicação e paixão.

A banda sonora ajuda a tornar a experiência ainda mais agradável.

Para minha surpresa, o jogo contém uma história interessante. Para além dos saltos, desvios, saltos e mais saltos, os responsáveis quiseram dar uma personalidade ao conjunto de pixels que são apresentados no ecrã.

Não é que seja uma história profunda, devo dizer, mas cumpre bem o objetivo e acabamos por sentir uma motivação extra para chegar ao fim e terminar a jornada de Madeline

Para quem gostar de plataformas precisas e desafiantes, tem em Celeste uma excelente opção. O jogo é difícil, mas não chega a ser frustrante. Até porque os níveis são pequenos e se perdermos uma vida recomeçamos imediatamente.

Na Nintendo Switch Celeste torna-se, muito rapidamente, num vício. É só ligar e jogar. É ótimo para para passar o tempo.

Eu adorei o jogo. É para mim um dos melhores indies disponíveis na loja digital da Nintendo. Na verdade, um dos melhores em qualquer loja digital.

Rime: a dor de deixar ir

Lembro-me perfeitamente de ter ficado muito agradado com o trailer de apresentação de Rime na Gamescom de 2013. Esteticamente lindíssimo, a fazer-me lembrar The Legend of Zelda: The Wind Waker, soube naquela altura que seria um jogo a experimentar.

Infelizmente, o caminho que a malta da Tequilla Works teve que trilhar para terminar este jogo, pareceu ser um pouco sinuoso e foram precisos quase mais 4 anos para que, finalmente, pudéssemos ter a oportunidade de o “viver”.

Olhando agora para o primeiro trailer e para o do ano seguinte, vejo várias diferenças relativamente à versão final. Não sei se a equipa tinha uma ideia definida desde o início, mas parece-me que houveram algumas mudanças. Aliás, o director do jogo admitiu que o jogo foi revelado cedo demais e que aquele trailer inicial trouxe demasiada pressão para a equipa de desenvolvimento.

Se calhar por isso, Rime demorou tanto tempo a sair…

De qualquer maneira, após mais de 4 anos à espera, eis que Rime fica disponível para a Nintendo Switch!

Finalmente! Agora só faltava jogar e ver se, realmente, tinha valido a pena esperar pelo jogo.

E, na minha opinião, valeu sim!

Rime é bastante interessante, muito bonito e com uma belíssima banda sonora. A história é misteriosa e até, de certa forma, confusa. O jogo vive muito de metáforas, analogias e simbolismo. Na primeira vez que o exploramos, não conseguimos absorver tudo e as revelações vão chegando a conta-gotas. No entanto, após chegarmos ao fim, tudo fica mais claro e se formos jogar outra vez, começamos a reparar em imensos pormenores e a fazer conexões, percebendo melhor todo o simbolismo presente em Rime.

Na verdade, a história é muito tocante e todo o ambiente, a harmonia entre a banda sonora, os visuais e a forma como resolvemos os quebra-cabeças, conjugam-se de uma forma bastante única.

Agora, vamos lá ver uma coisa: Rime poderia ter sido ainda melhor, caso não sofresse de vários problemas técnicos. Falo no passado, porque a Tequilla Works lançou um patch de correção que resolveu muitos dos problemas que assolavam este jogo. No entanto, eu joguei-o antes desta correção e confesso que sofri com as várias quebras de framerate e com a imagem borrada da versão portátil.

Mas enfim, não vale a pena trazer negatividade.

A verdade é que Rime agora está muito melhor. Ainda não está perfeito, pois ainda existem algumas quebras no framerate, mas são bem menos constantes e já não distraem tanto. O jogo está muito mais estável. Quem me dera ter jogado assim pela primeira vez…

Para além do mais, a qualidade dos visuais foi melhorada e agora é perfeitamente possível jogar Rime em modo portátil. Antes era horrível, devo dizer.

Portanto, e para concluir, deixo aqui o meu selo de aprovação. Rime é um bom Indie. Nota-se que foi feito com paixão e honestidade e, embora tenha os seus problemas técnicos e seja, por vezes, demasiado vago, no final tudo faz sentido.

È uma espécie de metáfora artística para a tristeza, dor e pesar em forma de videojogo. Essa complexidade de sentimentos pode ser confusa e, por vezes, pesada, mas também pode ser bonita e memorável.

Ah, e especial!

Problemas com a minha Nintendo Switch

A minha experiência com a Nintendo Switch tem sido extremamente positiva. Poder começar um jogo na televisão e continuá-lo onde quiser, seja na cama, debaixo dos cobertores ou mesmo fora de casa, é uma maravilha. E os jogos não param de chegar.

Apesar de me divertir imenso, e gostar bastante da consola, não posso deixar de apontar alguns problemas, especificamente a nível de hardware, que me têm deixado um pouco desiludido com a Big N.

A consola é bonita, sim senhor e, à primeira vista, parece ser bem construída, mas o que interessa numa consola – aliás em qualquer equipamento – é que seja durável e que se mantenha em bom estado pelo máximo de tempo possível. Eu sei que nada dura para sempre e é normal que surjam marcas de utilização, mas parece-me que a Nintendo Switch tem alguns problemas que me fazem temer pela sua durabilidade.

E atenção: eu ainda tenho a minha Gamecube – infelizmente vendi a minha NES e N64 –  que funciona perfeitamente, assim como o seu comando. Aliás, ainda há relativamente pouco tempo completei, mais uma vez The legend of Zelda: The Wind Waker.

Riscos, riscos e mais riscos… e uma rachadela.

O ecrã é de plástico, certo? Nada contra. Eu percebo que a Nintendo tenha optado por incluir um ecrã de plástico e não de vidro. Afinal de contas, o plástico não vai partir caso a consola caia ao chão e, sem ter a certeza absoluta, é mais barato produzi-los. O problema é que um ecrã de plástico vai riscar muito mais rapidamente, mesmo que tenhamos cuidado com ele.

Para tornar a coisa ainda mais problemática, a doca também é em plástico e ao encaixarmos a Switch nela, se não tivermos MUITO cuidado, é certinho que o ecrã vai riscar.

É praticamente impossível evitar que a consola toque nas beiras da doca após centenas ou milhares de passagens.

A minha Switch, à primeira vista, está livre de riscos, mas se olhar atentamente, já os consigo ver. E são vários, especialmente nos bezels. Vá lá que o ecrã ainda está imaculado.

Olha-me este… Colocas vidro temperado e resolves a questão!

Sim, isso resolveria o problema dos riscos no ecrã, mas eu não gosto de vidros temperados.

Para além do mais, isto não seria um problema, caso a doca não tivesse os encaixes em plástico. Até porque não é só na frente que tenho riscos. Atrás também já os vejo. E eu tenho imenso cuidado com a consola. Encaixo-a sempre devagarinho e com muita atenção. Mas os malditos riscos lá estão!

Outro problema que aconteceu com a minha Switch, foi ter rachado um pedacinho do plástico junto ao botão de ligar. A julgar pela pesquisa que fiz, isso é um problema que afecta um certo número de consolas, pois parece que o parafuso junto ao botão de ligar foi demasiado apertado e, com o constante aquecimento e arrefecimento que a consola sofre, o plástico tende a dilatar e a rachar.

Na minha já saiu um pedacinho pequenino de plástico e, embora não tenha gostado nada, não a vou enviar para a garantia.

Não tenho paciência para possivelmente ficar sem os saves dos meus jogos.

A fragilidade dos joycons

Um outro problema que atingiu o meu equipamento foi com o meu joycon esquerdo. O analógico está com um problema chatinho, pois de vez em quando a posição neutra deixa de ser neutra e a consola assume que estou a carregar para a esquerda quando não estou. Quero com isto dizer, que mesmo sem estar com as mão no analógico a personagem que controlo no jogo, subitamente, move-se para a esquerda. Tenho que ir ao analógico e dar um toquezinho para que volte ao normal.

Em jogos que exijam precisão a coisa pode tornar-se frustrante. Por exemplo, no Celeste, perdi várias vidas porque a Madeleine cismava em correr para a esquerda sem qualquer tipo de aviso.

Já tentei calibrar e restaurar os dados de fábrica, mas não resolveu o problema. Parece-me a mim que o joycon é demasiado frágil e o analógico, após várias sessões de jogatina, já começa a acusar o desgaste.

Isso admirou-me, uma vez que tive consolas da Nintendo desde a NES e os comando nunca me deram problemas. Nem o da N64, com aquele analógico franzino.

Se calhar calhou-me na rifa um joycon defeituoso, não sei.

Este problema no joycon, leva-me a ponderar, seriamente, em comprar o comando Pro. Pelo que me apercebo, parece ser um acessório bem mais robusto que os joycons, mas é bastante caro. E eu pessoalmente gosto dos joycon. Já me habituei a ter um em cada mão e jogar de forma descontraída.

Nada mais a relatar… Por enquanto.

Até ver, foram estas três coisas que mais me desapontaram na Nintendo Switch. A forma como a doca pode riscar o ecrã, a qualidade do plástico e a fragilidade dos joycons, especialmente dos analógicos.

Se estes problemas têm impedido que me divirta com a consola? Hell, no!

No entanto, estamos a falar de um equipamento que me custou 329 euros. Não foi propriamente barato, e eu gostava que ele durasse o máximo de tempo possível sem me dar problemas.

Os riscos não são um problema grave, eu sei, mas o analógico já começa a ser. E isso faz-me pensar se daqui a um mês não terei o outro joycon igual, ou então outra rachadela na consola.
Esperemos que não.

Entretanto, deixa-me ir ali caçar mais um balão em Super Mario Odyssey.

Axiom Verge: alterar a realidade

Um cientista morre num acidente apenas para acordar num estranho mundo alienígena onde, aparentemente, a realidade consegue ser alterada de formas misteriosas. Nós somos esse cientista e vamos acompanhá-lo por um mundo estranho e fascinante, tentando perceber porque razão lá estamos e como fomos lá parar.

Vida? Vida depois da morte? Real? Virtual? Sonho? Pesadelo? O que raio está a acontecer?

Axiom Verge é um jogo fantástico. Estilo visual em pixel art lindo – como se H.R. Giger decidisse criar aliens em pixel art –  com cenários envolventes e criaturas estranhas que impressionam pela atenção ao detalhe e uma banda sonora com um estilo electrónico que acentua toda a solidão que se sente à medida que explorámos aquele mundo sombrio, mas incrivelmente magnético.

O jogo é um metroidvania com uma forma de jogar bem precisa e, embora tenhamos de percorrer algumas zonas mais do que uma vez, a forma como o fazemos por vezes varia. Existe muita exploração para se fazer em Axiom Verge, muitos upgrades para se procurar e quando essa tarefa parece estar a tornar-se um pouco repetitiva, eis que descobrimos uma nova parte do mundo alienígena que Thomas Happ criou e ficamos espantados.

A apresentação de Axiom Verge é absolutamente cativante.

Um dos melhores jogos disponíveis para a Nintendo Switch.

Top 5 – Jogos Nintendo Switch de 2017

Este ano comecei a falar aqui no estaminé um pouco acerca dos jogos que vou comprando para a minha Nintendo Switch. Ainda me falta escrever acerca de alguns jogos que entretanto já comprei, mas como o ano acaba hoje não posso esperar mais tempo.

Vão faltar muitos jogos aqui, eu sei, mas fica já o aviso que a minha biblioteca está a ser preenchida por jogos first party Nintendo e Indies. Para já, pelo menos.

1 – The Legend Of Zelda Breath Of The Wild

A Nintendo não teve medo de arriscar e trouxe Zelda de volta para o trono, no melhor jogo de mundo aberto deste ano. A aventura a jogar.

2 – Super Mario Odyssey

Talvez o melhor Super Mario em 3D de sempre. Não é tão revolucionário como o 64 foi, mas é divertídissimo e com um nível de polimento absolutamente fantástico.

3 – Sonic Mania

Um presente da SEGA dos fãs para os fãs. Quem achar que os clássicos da Mega Drive são os melhores jogos Sonic, tem aqui o pináculo.

4 – Shovel Knight – Treasure Trove

Plataformas retro entregues por quem percebe perfeitamente o que significavam na saudosa era dos 8 bits.

5 – Axiom Verge

Um metroidvania fantástico, desafiante, com visuais espectaculares, banda sonora catchy e diversos pormenores originais na jogabilidade.

Resident Evil Revelations: terror em alto mar

Não estava à espera da mesma qualidade do último grande Resident Evil. que joguei – que foi o Resident Evil 4 na saudosa PS2 – mas caramba, pensei que fosse encontrar uns controlos mais adequados e modernos cara Capcom.

A verdade é que Revelations é uma conversão de um jogo originalmente lançado para a 3DS e isso faz-se notar na Nintendo Switch. Os gráficos, apesar de ter sido melhorados e servirem perfeitamente o seu propósito são um pouco datados, com texturas e geometria simples.

Preparem-se para passar o vosso tempo por corredores e mais corredores. Não esperem espaços amplos. Até porque a história passa-se num navio.

O problema principal, contudo, é a forma “rígida” e “presa” com que os personagens se movem. São controlos a fazer lembrar os jogos mais antigos.

Concordo que podem adicionar um pouco mais de tensão, mas em situações de mais stress, torna-se difícil movimentar a personagem e é um bocado frustrante perder uma vida quando ficamos presos ou quando a câmara não colabora e não sabemos que estamos prestes a ser atacados por trás.

O que achei interessante, foi terem optado por dividir a história em capítulos de curta duração e, alguns deles, serem jogados por personagens diferentes. Isso torna as coisas um bocadinho mais dinâmicas.

No fundo trata-se de um jogo razoável. Pouco assustador na verdade, mas ainda assim capaz de proporcionar pequenas sessões de boa caça aos monstros.