Rogue One: a rebelião baseada na esperança

A minha relação com Star Wars é semelhante a um encolher de ombros. Talvez tenha chegado demasiado tarde ao franchise mas, como expliquei aqui mais detalhadamente, a força não está comigo.

De qualquer maneira, sinto quase sempre curiosidade em ver um novo filme da saga e nem sei bem porquê. Talvez seja a minha mente fraca a ser influenciada pelas massas.

Desta vez decidi ver a “prequela” do episódio IV, Rogue One, realizado por Garet Edwards, o mesmo que trouxe Godzilla de novo para a ribalta em 2014.

Eu achei o filme interessante, embora tenha achado o final demasiado melodramático. Mas isto sou eu, que acho os filmes seguintes um pouco overrated e, portanto, não sinto a mesma emoção que sente um fã da saga ao ver os rebeldes combaterem contra o império.

Mas sim, o filme entreteve-me bastante.

O grupo de rebeldes que decide roubar os planos da Estrela da Morte funciona bem, embora ache que Diego Luna não tenha carisma para o papel que desempenhou. Felicity Jones esteve mais ou menos bem, mas o destaque vai para o robô K-2SO que é absolutamente hilariante e o mais sincero que por ali anda.

A história é simples e quem tiver visto os filmes anteriores saberá o desfecho deste, mas isso não impede que se tire satisfação ao assistir ao caminho que os rebeldes trilham até chegar a esse tal desfecho.

Depois, existe em Rogue One tudo aquilo que é característico em Star Wars e as ligações que este faz com o episódio IV certamente farão as delícias dos fãs.

Para mim, no final, Rogue One é mais um filme Star Wars. Não me fez gostar nem mais nem menos da saga, mas não posso dizer que tenha visto um mau filme.