Encontros mortais (parte III)

E se encontrasse um monstro/vilão do cinema na rua por volta da meia noite e com lua cheia? Que fazer? Fugir ou lutar? Fica aqui a terceira parte desses mesmos encontros que desejaria evitar a todo custo.

QUEEN ALIEN (1986)

A mãe dos terríveis Xenomorfos! O que fazer se apanhasse tamanha criatura ao virar da esquina? Provavelmente dar á sola e nunca olhar para trás! O mais certo seria dar de cara com um dos seus filhos e pouco poderia fazer.

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Centurion (2010)

Centurion cativou-me desde o início. Um filme aparentemente épico, semelhante a Braveheart ou Gladiator, realizado por Neil Marshall – autor de um dos melhores filmes de terror que vi em 2008, The Descent – só podia criar alguma antecipação.

In the chaos of battle, when the ground beneath your feet is a slurry of blood, puke, piss and the entrails of friends and enemies alike, it’s easy to turn to the gods for salvation. But it’s soldiers who do the fighting, and soldiers who do the dying, and the gods never get their feet wet.

O filme conta a história de Quintus Dias, um soldado que sobrevive ao cativeiro dos Picts, habitantes rebeldes da Escócia. Quintus acaba por se juntar a um grupo de elite romana, mais propriamente um grupo de soldados conhecidos como a lendária 9º Legião, que são enviados para combater os Picts e eliminar o chefe deles, Gorlacon.

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The Descent (2005)

Um grupo unido de amigas, nunca mais foi o mesmo desde que uma delas perdeu a filha e o marido num acidente de carro. Um ano depois, e como uma tentativa de recuperar essa união e amizade, uma das amigas organiza uma aventura radical. Explorar uma caverna.

As meninas juntam-se todas e, apesar de haver alguma tensão no grupo, a exploração começa mesmo. No entanto, numa de loucura, uma delas tem uma ideia melhor e manda as suas amigas para uma caverna nunca antes explorada. O que as espera lá em baixo, não é nada agradável…

Um trunfo deste filme é o cuidado que Neil Marshall deu às personagens. A parte inicial, por exemplo, é bastante importante para ficarmos a conhecer um pouco mais de cada uma das 6 amigas. Existe a irresponsável e radical, a profissional, a traumatizada, etc. Vamos chamar a essa parte a apresentação. Existem pormenores e frases que servem os propósitos do filme mais para a frente, por isso convém estar atento ao que se passa no ecrã. Uma vez na caverna, as coisas começam a aquecer aos poucos.

Primeiro temos ambientes claustrofóbicos. As partes em que as amigas atravessam as passagens entre as grutas, são verdadeiramente sufocantes. Acreditem que em algumas partes vão dar por vocês a suster a respiração, á medida que elas vão rastejando pelas passagens. A ausência de luz, a tensão que vai aumentar no grupo quando as nossas meninas se virem apertadas e sem saída e os ambientes fechados, são muito bem trabalhados. Esta segunda parte chamamos de claustrofobia.

Já com problemas de sobra, as amigas ainda vão ter que contar com a presença de alguém que conhece muito bem aquelas cavernas. E as criaturas que habitam por lá não são nada simpáticas. Devo dizer que desde o primeiro encontro até ao fim, vai ser gore nonstop. Mas o mais fantástico, é a transformação que vai acontecer nas nossas personagens a partir do momento em que o que interessa mesmo é sobreviver. Nesta parte, a minha preferida, achei fantástica a inclusão das cenas filmadas através dos infra vermelhos da câmara. Um pormenor delicioso.

A Descida é um filme que aconselho vivamente. Não é para todos, é certo. A violência e o gore pode ser de difícil digestão para algumas pessoas. Mas podem ter a certeza que não se trata de um filme de terror para adolescentes. A realização soberba e claustrofóbica e a fotografia que aproveita inteligentemente o escuro e os seus efeitos, o argumento bem escrito e com grande ênfase nas personagens, assim como um final extremamente original tornam esta fita numa das melhores de 2005.

A Descida de Neil Marshall

trailer imdb

8/10