O Terceiro Desejo: Bruxos, monstros e feiticeiras

O Terceiro DesejoConheço Andrzej Sapkowski e os seus livros por causa da série de videojogos da CD Projekt RED. Este “conheço” é relativo, uma vez que não joguei nenhum dos jogos e, por isso mesmo, não sabia nada da história dos mesmo.

Só “conhecia” os nomes, e que havia bruxos, monstros e uma ambientação mais medieval.

Na verdade, comprei o livro “O Terceiro Desejo“, por ter curiosidade em saber se o material de origem de uma saga que vende como pâezinhos quentes, tem alguma coisa de especial.

O livro está dividido em diversos contos/pequenas aventuras intercalados  com momentos mais introspectivos da personagem principal que se chama Geralt De Rívia.

Geralt é o que se chama um Bruxo, alguém que tem como profissão caçar, entender e, eventualmente, matar os diversos monstros que habitam no seu mundo.

No livro testemunhamos alguns dos trabalhos de Geralt, ao mesmo tempo que vamos conhecendo melhor as suas motivações e entendendo a sua personalidade e forma de estar.

Confesso que não estava a achar nada de especial o livro mas, à medida que me fui aproximando do final, Geralt foi-me cativando cada vez mais.

A escrita de Andrzej é simples e as ideias fáceis de entender. É como se estivéssemos a ler um conto antigo, repleto de fantasia, ainda que devidamente modernizado.

Andrzej tem sempre alguma pequena reviravolta nos contos e consegue manter sempre um certo nível de suspense na forma como conduz as aventuras de Geralt. Não falta também acção, humor e muita fantasia.

As personagens têm bastante carisma e dei por mim a querer saber mais sobre Geralt  e do mundo repleto de monstros em que vive.

Para ser sincero, nem todas as aventuras de Geralt me cativaram da mesma forma, confesso, mas no geral gostei do livro e irei, provavelmente, comprar a continuação.

Conan, de Robert E. Howard

A primeira coisa que me surpreendeu ao ler “Conan – A Rainha da Costa Negra”, foi que não era apenas uma história. São várias. Algumas pequenas, outras maiores e mais complexas. São aventuras protagonizadas pelo bárbaro Conan, ou melhor, aventuras que têm em comum o bárbaro Conan.

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Livro: A Relíquia

A RelíquiaNão tinha a certeza que o filme fosse baseado no livro que comprei, mas após ter lido a sinopse as minhas dúvidas desvaneceram-se.

É um livro interessante, longe de ser melhor que o “Jurassic park” – sim, esta afirmação está na capa – mas ainda assim tem boas personagens (especialmente Pendergast), escrita cativante e é suficientemente misterioso e intrigante.

Comparando com o filme, o livro é bem melhor. Aliás, não gostei nada das liberdades criativas que foram tomadas no filme.

Sou sincero, não tenho a maior vontade em ler a continuação, mas se o fizer acho que não me irei arrepender. Um bocadinho à semelhança do que aconteceu com este, penso eu. Não é uma leitura extraordinária, mas também não acho que seja um desperdício de tempo.

Voar em Windhaven

Antes de começar a ler o mais recente supra-sumo dos épicos de fantasia, decidi pegar em algo mais antigo, escrito pelo mesmo autor.

Se calhar não fiz a melhor escolha, uma vez que Windhaven não tem apenas a mão de George R.R. Martin. Aliás, o envolvimento de Martin no livro é menor que o de Lisa Tuttle, a outra autora. Ou será Martin o outro autor?

É um livro editado pela primeira vez em 1981 e que, na sua essência, é uma comovente biografia de Maris Amberly que nasceu, viveu e morreu num planeta chamado Windhaven.

Maris Amberly, assim como as restantes personagens do mundo imaginado por Lisa e Martin, são descendentes de astronautas humanos que tiveram um acidente e foram parar a um planeta que ao invés de ter continentes, tem ilhas que polvilham um mar tempestuoso e cheio de perigos. A informação circula através dessas ilhas com a ajuda dos voadores, uma classe de elite que se julga superior a todos aqueles que vivem presos à terra, sem nunca conseguirem saber o que é sentir o vento e dançar junto dele.

O direito a voar e a ter as asas faz-se por sucessão familiar, ou seja, apenas o filho primogénito de um anterior voador poderá um dia dominar os céus de Windhaven e visitar o Ninho, ou as ilhas externas e conhecer uma variedade de culturas, testemunhar eventos marcantes e impedir o isolamento das pessoas que vivem espalhadas pelas ilhas.

Maris não é filha primogénita de nenhum voador, mas tem o sonho de um dia voar. A sua vontade é de tal forma forte, que sozinha consegue mudar aquele mundo. Para sempre.

No entanto, a mudança nunca agrada a toda a gente e nem sempre é isenta de consequências nefastas. Maris vai aprendê-lo da pior forma e testemunhar os vários resultados das suas ações enquanto jovem.

Enquanto sonhava um dia poder tocar o céu e tornar-se amante do vento e poder bailar por sobre o mar tempestuoso de Windhaven.

Uma biografia bastante comovente com personagens fortes e um mundo de fantasia bem interessante. Gostei de conhecer Maris Amberly e todo o seu legado. Uma vida boa não é uma vida desperdiçada e a dela não foi. Ficaram canções e um mundo um bocadinho melhor.

As 50 Sombras De Grey, nem sequer é inovador

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Estive para não escrever nada sobre o fan-fiction de «Twilight» com sexo, mas  ter «As 50 Sombras de Grey» num artigo é um bom click bait.

Eu não li o livro, ou melhor, não terminei o livro. Quando andava “tudo” maluqinho da cabeça e era Mr. Grey para ali e Mr. Grey para acolá, resolvi matar a curiosidade e procurar por uma versão em PDF pelas interwebs.

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The Walking Dead (comic)

Já a imenso tempo que não lia bandas-desenhadas. Aliás, as últimas que li foram no bom velho papel e eram, na sua grande maioria, histórias de patos e ratos. Digo no “bom velho papel”, uma vez que está a aumentar a leitura das histórias em formato digital.

Como fã de zombies e com a recente popularidade de The Walking Dead, devido á série televisiva, decidi tentar arranjar a banda desenhada a ver se gostava ou não.

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Deception Point

Uma conspiração impressionante!
Uma conspiração impressionante!

A conspiração, com o título original a ser Deception Point, é um livro de Dan Brown, autor do famoso Código Da Vinci. Sou fã de Dan Brown. Gosto da maneira como ele escreve, do seu estilo cinematográfico e do suspense que cria. Para além disso, aprendemos sempre qualquer coisa, tanto historicamente, como culturalmente.

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