Top 5 – Filmes de 2017

Eu sabia que este ano tinha visto poucos filmes, mas quando fui ao meu Letterboxd deparei-me com uns incríveis e patéticos 8 filmes adicionados por mim.

Uma loucura, ora digam lá! Foi mesmo um 2017 produtivo no que concerne ao cinema. Curiosamente, parece que não fui o único a padecer do mesmo mal.

Bem, visto que não tenho sequer 10 filmes para um top 10, resta-me fazer um top 5 mais ou menos decente.

1 – Split

Parece que um dos  meus realizadores favoritos está a regressar ao topo da sua forma.

2 – Jim & Andy: The Great Beyond 

Os bastidores de um dos melhores filmes dos anos 90 com um dos grandes atores.

3 – Guardians of the Galaxy Vol.2

I am groot! E os restantes também.

4 – It

Excelente início, sobretudo.

5  – Ghost in the Shell

Adaptação mais ou menos do anime.

Ghost In The Shell (2017)

Sou um grande fã da animação japonesa. Não sei até que ponto a adaptação de Mamoru Oshii foi fiel ao manga original, mas gostei imenso de Ghost In The Shell. Achei a história muito interessante, com personagens cativantes e a banda sonora muito, muito boa

Esta incursão por Hollywood, com Rupert Sanders ao leme e Scarlett Johansson como protagonista, no final fica como uma pequena amostra do universo criado por Mamoru Oshii.

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Kôkaku Kidôtai (1995)

Kôkaku Kidôtai

Já tinha visto este filme há uns largos anos atrás e, apesar de na altura ter ficado com boa impressão, por vezes é preciso evoluir um bocadinho mais na perceção que se tem do mundo atual, e do seu futuro, para se realmente apreciar algumas obras de arte.

Kôkaku Kidôtai, ou em Inglês, Ghost In The Shell, é uma animação de 1995 realizada por Mamoru Oshii. É uma adaptação do Manga de Masamune Shirow, e passa-se num futuro (mais propriamente em 2029) onde a humanidade partilha o seu corpo com a tecnologia.

Quero, com isto dizer, que os humanos começam a ter partes dos seus organismos, substituídas por partes cibernéticas. Alguns, apenas os dedos das mãos, mas outros, quase tudo. Incluindo o cérebro.

E isso traz vulnerabilidades graves, uma vez que as pessoas, nesse futuro, podem sofrer ataques por parte de hackers. Como os computadores atualmente, quem tiver o conhecimento necessário, pode controlar a seu belo prazer esses seres meio humanos, meio ciborgues.

E é o que tem vindo a fazer The Puppet Master, um hacker que se tornou famoso por conseguir contornar as medidas de segurança, e “entrar” no cérebro das suas vítimas.

A Major Motoko Kusanagi, é chamada a investigar esse misterioso hacker. Com a ajuda do seu colega, começa a descobrir que, aparentemente, tem em mãos algo bem mais grandioso do que parecia à primeira vista.

A história é muito interessante e traz à baila temas e questões sensíveis.

O que faz de nós humanos? O que significa ser humano? Não é perigoso este avanço todo da tecnologia? Qual o nosso propósito? Teremos nós alma? O que é a alma?

Pelo meio, ainda há tempo para explorarmos uma conspiração política. Mas, o verdadeiro interesse do filme, reside nessas questões e filosofias existenciais.

As personagens são bem desenvolvidas e carismáticas. Apesar de Kusanagi ser quase na sua totalidade um ciborgue, a parte humana que lhe resta, deixa-a cheia de dúvidas e na ânsia de tentar perceber quem realmente é.

Se é apenas uma concha vazia. Se terá algum propósito na vida. Ou se possui um fantasma, algo que a diferencie de todos os outros… uma alma?

É realmente fascinante a história do filme. E tudo culmina de forma espectacular, com o confronto entre Kusanagi e The Puppet Master, e o nascimento de uma nova forma de vida.

A qualidade da animação é, também, excelente. Assim como a banda sonora. Aliás, eu simplesmente adoro o que Kenji Kawai fez em Kôkaku Kidôtai. É uma sonoridade belíssima, assombrosa que assenta que nem uma luva no estilo deste filme.

Esta minha nova “visita” a este futuro cyber-punk, foi um prazer. Penso que Kôkau Kidôtai é um marco na animação japonesa. Um filme que faz jus ao melhor que se faz em Ficção-Científica. Recomendo vivamente!