Rogue One: a rebelião baseada na esperança

A minha relação com Star Wars é semelhante a um encolher de ombros. Talvez tenha chegado demasiado tarde ao franchise mas, como expliquei aqui mais detalhadamente, a força não está comigo.

De qualquer maneira, sinto quase sempre curiosidade em ver um novo filme da saga e nem sei bem porquê. Talvez seja a minha mente fraca a ser influenciada pelas massas.

Desta vez decidi ver a “prequela” do episódio IV, Rogue One, realizado por Garet Edwards, o mesmo que trouxe Godzilla de novo para a ribalta em 2014.

Eu achei o filme interessante, embora tenha achado o final demasiado melodramático. Mas isto sou eu, que acho os filmes seguintes um pouco overrated e, portanto, não sinto a mesma emoção que sente um fã da saga ao ver os rebeldes combaterem contra o império.

Mas sim, o filme entreteve-me bastante.

O grupo de rebeldes que decide roubar os planos da Estrela da Morte funciona bem, embora ache que Diego Luna não tenha carisma para o papel que desempenhou. Felicity Jones esteve mais ou menos bem, mas o destaque vai para o robô K-2SO que é absolutamente hilariante e o mais sincero que por ali anda.

A história é simples e quem tiver visto os filmes anteriores saberá o desfecho deste, mas isso não impede que se tire satisfação ao assistir ao caminho que os rebeldes trilham até chegar a esse tal desfecho.

Depois, existe em Rogue One tudo aquilo que é característico em Star Wars e as ligações que este faz com o episódio IV certamente farão as delícias dos fãs.

Para mim, no final, Rogue One é mais um filme Star Wars. Não me fez gostar nem mais nem menos da saga, mas não posso dizer que tenha visto um mau filme.

Godzilla (2014)

Godzilla

O rei dos monstros, trazido para o cinema por Ishirô Honda em 1956, estava meio esquecido. A verdade é que o original criou uma febre incrível, tendo dado azo a várias sequelas. Nesse ano nasceu uma lenda. Uma figura icónica de nome Gojira, ou no ocidente, Godzilla!

Mas a crescente utilização do monstro em filmes de qualidade duvidosa, a dificuldade em trazê-lo para o cinema moderno e o sucesso na criação e adaptação de outros monstros, estava a fazer esquecer Godzilla. A sua importância começava a diminuir.

No entanto, havia ainda quem acreditasse que a personagem ainda tinha força suficiente para renascer das cinzas, qual Fénix.

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Alguns filmes para ter em conta em 2014 (parte 1)

Este ano está a terminar e com ele o ano cinematográfico. Como em todos os anos, tivemos bons e maus filmes. Resta agora olhar para 2014 e ter esperança que seja um ano repleto de boas experiências.

Sem ordem de preferência e com a consciência que faltarão muito títulos, deixo aqui alguns dos filmes que estarei atento para o ano que se avizinha. Para não ficar um artigo enorme, vou dividir isto em partes. Espero acabar isto antes do fim do ano.

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Monsters (2010)

Monsters

Há 6 anos atrás a NASA descobriu a possibilidade de existir vida para além do nosso planeta e enviou uma sonda para recolher amostras.  Só que ocorreu um grave problema na viagem de regresso, pois a sonda ao entrar na Terra despenha-se no México. Em consequência, começam a surgir formas de vida monstruosas e o México torna-se numa zona de Quarentena, constantemente bombardeada.

Nós acompanhamos o êxodo de um jornalista e de uma turista, pelo meio de um país parcialmente destruído e deserto.

Tirando a excelente sequência de introdução e os bons efeitos especiais, especialmente tendo em conta o baixo orçamento do filme, Monsters é uma valente seca! Vi o filme até ao fim, sempre com a esperanças que alguma cena mais marcante fosse ocorrer e mudar o rumo da história, mas a verdade é que fiquei com a conclusão que fui bem enganado.

O filme segue um ritmo incrivelmente monótono em que temos os nossos protagonistas (boa actuação, devo ressalvar), a conversarem entre si, de seguida uma caminhada, depois nova conversa (desinteressante) e nova caminhada. O filme é sempre assim. Pouca coisa de interessante acontece e quando acontece não consegue cativar. O mais certo é estarmos a dormir ou a escrever um artigo para o nosso blogue pessoal a meio da fita.

Ainda assim, compreendo que hajam várias pessoas que tenham gostado do filme. Até porque a parte técnica não é má, aliás é muito positiva. Por isso, não digo que não dêem uma espreitadela á fita. Pessoalmente, achei uma seca.

Monsters de Gareth Edwards

imdb trailer

5/10