5 Obras Primas

The Fountain (2006)

Metropolis (1927)

Nosferatu, eine Symphonie des Grauens (1929)

Close Encounters of the Third Kind (1977)

City Lights (1931)

Agradeço ao Roberto Simões, autor do Cineroad, por me ter convidado para participar na sua iniciativa As Incontestáveis. Não deixem de espreitar, pois existem muitas obras a (re) descobrir. Cliquem aqui.

As minhas 5 escolhas

O Filme que define os últimos 3 anos de cinema

Sacanas sem Lei

O melhor filme de Ficção-Científica de sempre

Metropolis

Expoente máximo do cinema oriental

Ying Xiong

O Biopic por excelência

Braveheart

O Drama que define o género

The Fountain

Não gosto muito de catalogar filmes por géneros (existem os que eu gosto, o que não gosto e os pornográficos), mas não podia deixar de tentar contribuir com as minhas escolhas para mais uma iniciativa do Cineroad.

Escolhi o Sacanas Sem Lei porque é uma obra fabulosa que tem um argumento exemplar, interpretações de luxo e que é filmado com enorme categoria. Fica a minha singular homenagem ao Tarantino!

A Ficcção-Científica é um dos géneros que mais gosto e Metropolis é um clássico obrigatório para quem gosta de cinema. Inspirou muitas obras que lhe seguiram e ainda hoje, mais de 80 anos depois, surpreende.

Herói é pura poesia cinematográfica. Na minha modesta opinião, um perfeito exemplar de óptmo cinema oriental.

O Braveheart, apesar de puder ser incluído noutros géneros, é um biopic de William Wallace (mais ou menos fiel). É um feito magnânime de Mel Gibson. Um épico cheio de coração.

The Fountain é, tão só, o filme da minha vida. Considero-o mesmo um dos melhores da 7º arte e um dos mais injustiçados.

Estas 5 escolhas vêm no seguimento do desafio proposto pelo Roberto Simões, autor de um dos melhores blogues de cinema em actividade.

Metropolis (1927)

Eis a visão de Fritz Lang do futuro. Eis uma visão com 83 anos espantosamente realista e espantosamente fascinante. Eis pois, um filme visualmente muito á frente do seu tempo.

Metropolis, a cidade futurista, está dividida em 2 facções: debaixo da terra vivem os operários, cuja vida é miserável, apenas dedicada ao trabalho e á manutenção das máquinas, cujo funcionamento “dá vida”  á cidade. Na superfície vive a classe dos ricos. Pessoas que levam uma vida cheia de prazeres e sem dificuldades.

As duas facções vivem separadas, mas para Maria, uma rapariga da classe dos operários, é necessário um mediador.

Ela acredita que entre a cabeça e as mãos, terá que existir um coração. Então vai pregando a sua filosofia e angariando cada vez mais fiéis. Um dia Freder, filho do cérebro por detrás de Metropolis, apaixona-se por Maria e partilha da mesma filosofia. Paz entre as classes e menos divergências sociais.

Mas Frederson, a cabeça, descobre as suas intenções e decide lançar a confusão no seio dos trabalhadores (“as mãos”) e fazer com Maria cai em descrédito. Para isso pede a um cientista maluco e maligno que acabou de inventar um robô sofisticado, que dê a essa máquina, as feições e o aspecto humano de Maria.

Fritz Lang presenteia o espectador com 2 horas de cinema fantástico. A recriação da cidade é óptima e apesar de parecer datada hoje em dia, permanece toda uma intenção de mostrar na tela um futuro para além da imaginação. Alguns momentos são marcantes e deveras impressionantes.

O momento da explosão na casa das máquinas é nada menos que incrível.

Da dança mecanizada dos operários a trabalharem até á sequência da explosão com os corpos a serem atirados no ar, e a posterior alucinação de Freder, Lang mostra porque razão Metropolis é considerado um dos melhores clássicos de sempre.

Mas não é a única cena, pois o momento de transformação do robô em Maria é outro. Ainda hoje, com toda a tecnologia que o cinema tem a disposição, essa sequência, impressiona.

As actuações, e como é apanágio de filmes mudos, são pautadas por um exagero teatral característico.

Contudo, não posso deixar de assinalar a interpretação de Brigitte Helm (Maria). As duas personalidades que personifica são dotadas de grande realismo. Então a Maria diabólica é genial. As poses, os trejeitos, aquele olhar maligno. Enfim, certamente merecedora de todos os louvores e mais alguns.

Depois temos todo um cuidado com os cenários. Temos uma realização inspiradora que nos dá frames de uma beleza, a preto e branco é certo, rara.

Metropolis foi uma produção ousada no seu tempo, aliás uma enorme produção. Pelos standards de hoje ainda o é, pois teve 2 anos de produção e mais de 36 000 figurantes!

Um filme que pede um remake á altura, isto é, com elevado rigor e cuidado.

Segundo a Wikipédia, é uma das maiores amostras do expressionismo alemão e a obra-prima de Fritz Lang.

Para mim, revelou-se como um filme fora da sua época. Um projecto magnânimo que culminou em algo de grandioso. Deixou marcas no género e inspirou muito do que se fez depois.

Recomendado!

Realização: Fritz Lang/1927

De Positivo: A realização. Os efeitos especiais. Cenas monumentais e a interpretação de Brigitte Helm.

De Negativo: Algumas partes incrivelmente datadas hoje em dia. Um ou outro exagero nas actuações.

9/10