Annihilation: onde está a Área X?

Como filme “independente” está bom.

Como adaptação do livro bastante fraco.

Eu detesto comparar adaptações, mas senti-me extremamente desiludido pela opções que Garland tomou. O filme tem os seus momentos, é verdade. Alguns deles particularmente perturbadores e visualmente espectaculares, mas falta ali muita substância, muita metafísica, muita introspecção, muita estranheza e, por mais incrível que pareça, falta a “Torre” e o “Rastejante”.

Na verdade, diria que falta a “Área X”!

Recomendo vivamente o livro.

Ex Machina (2015)

Um indivíduo chamado Caleb, ganha uma competição para conhecer Nathan, o CEO de uma empresa que é uma mistura entre o Google e o Facebook. Quando lá chega, esse indivíduo fica a saber que irá fazer o teste de Turing a uma inteligência artificial, colocada num corpo com aparência humana, chamada Ava.

A experiência revela-se fascinante no início. Ali está ele, perante um conjunto de algoritmos e processamento, exprimidos através de uma aparência feminina, que fala e reaje e aprende; ali está ele, perante Nathan, um dos homens mais ricos e inteligentes e excêntrico do mundo; ali está Caleb sem saber muito bem como reagir perante tudo aquilo.

No entanto, as coisas começam a ficar cada vez mais perturbadoras à medida que Caleb vai interagindo com Ava e com Nathan. Algo não está bem. Nathan parece ser alguém que se isolou do mundo e isso tornou-o frio, distante, perdido no álcool. E Ava parece ser tão sensível… tão humana…

E o que faz ele ali? O que faz ele ali, na realidade?

Será Ava a primeira verdadeira inteligência artificial a passar o teste de Turing?

Um pequeno filme de ficção-científica bastante interessante, que marca a estreia na realização de Alex Garland.