Hellboy II: The Golden Army (2008)

Saving the world is a hell of a job

Após a quebra das antigas tréguas entre a humanidade e o reino invisível do fantástico, o inferno está prestes a subir à terra.
É agora altura para o mais duro e bruto dos super heróis lutar contra o mais implacável ditador e seus seguidores.

Ao som de Eels, Hellboy II afigura-se como um dos melhores filmes do ano naquilo a que se propõe: entretenimento inteligente e estético.

Quem gostou do esteticismo presente no Labirinto do Fauno, certamente irã apreciar imenso toda a direcção artística presente no filme.

Del Toro é incrivelmente criativo e possui um sentido visual muito apurado e original. Os monstros, as personagens e os cenários presentes neste Hellboy são fabulosos com especial destaque para o anjo da morte que é de cortar a respiração.

As personagens debitam consistência e a “química” entre elas funciona ás mil maravilhas. Não se trata apenas de efeitos-especiais e destruição.

Na realidade, a história que não sendo fenomenal, nem tão pouco original, consegue captar a atenção ao espectador, muito devido ao facto de ser bem contada, bem interpretada, bem imaginada e de possuir momentos de rara beleza, como a cena inicial do filme ou a cena em que Red tem que tomar a decisão de destruir um monstro que representa o Deus da floresta.

Tanto as palavras do vilão antes do golpe mortal como depois a beleza visual quando o monstro morre são extremamente bem conseguidas.

O vilão de serviço aqui é muito carismático e não é o típico vilão que quer dominar o mundo para governar a seu belo prazer. O príncipe Nuada despreza os humanos pela sua decadência e falta de princípios. Aliás, a crítica ao homem é pertinente e muito bem feita.

Com palavras sábias e inspiradoras até, Nuada, certamente irá cativar a audiência.

Apesar de algumas falhas a nível de consistência do argumento, nomeadamente com alguns buracos na história, Hellboy II é um dos grandes filmes destes anos.

Agradará certamente a quem procurar um filme bem-humorado, leve mas ainda assim inteligente e com um sentido artístico fenomenal.

imdb trailer

7/10

V For Vendetta (2006)

Filme recomendado para se ver hoje, dia 5 de Novembro.

Evey (Natalie Portman) é uma jovem aprazível que é salva de morte certa por um homem mascarado (Hugo Weaving). Identificando-se apenas como “V”, o mascarado revela um carisma incomparável e um talento extraordinário na arte do combate e da astúcia.

V desencadeia uma revolução quando insta os compatriotas a lutar contra a tirania e a opressão. Mas ao descobrir a verdade sobre o misterioso passado de V, Evey toma também conhecimento da verdade sobre si mesma e emerge como imprevisível aliada de V, no seu plano para devolver a justiça e a liberdade a uma sociedade afligida pela crueldade e pela corrupção.

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Wall-E

An Adventure Beyond the Ordinar-E

Após centenas de anos sozinho a fazer o que foi programado para fazer, WALL-E (Waste Allocation Load Lifter Earth-Class) descobre um sentido na sua existência (para além de recolher desperdícios) quando conhece uma atraente robô chamada EVE. EVE apercebe-se que WALL-E tropeçou, sem saber, na resolução para o futuro da Terra, e corre de volta ao espaço para contar as suas descobertas aos humanos, que têm estado ansiosamente a aguardar por notícias que digam que é finalmente seguro voltar para casa.

Wall-E é um prodígio da animação, e é um feito maravilhoso em vários os sentidos. A Pixar mostra o seu novo rebento e estabelece um novo patamar de qualidade em filmes de animação que será muito difícil de atingir nos próximos anos.

O que mais impressiona neste filme é que durante os primeiros 40 minutos praticamente não existem diálogos. E, no entanto, este é o filme com mais sentimento do ano. “Uma imagem vale por mil palavras” aplica-se perfeitamente aqui.
Wall-E é incrivelmente cativante e certamente ficará na memória de muitas pessoas e arrisco a dizer que o casal Wall-E e Eve já terá o seu lugar ao lado de outros casais míticos. Ele é fascinante, inocente, muito desastrado e completamente adorável. A sua atrapalhação dá azo a muitos momentos hilariantes assim como a sua pureza e ingenuidade criam momentos espectacularmente tocantes. Eve no início não é propriamente a companheira ideal de Wall-E, mas ao longo do filme Eve começa-se a aperceber da apaixonante personalidade do “lixeiro” e percebe então qual a sua “verdadeira directriz”.

Algumas cenas já nascem clássicas como a dança no espaço ou o glorioso final que certamente arrancará algumas lágrimas.É irrepreensível o trabalho da Pixar que consegue fazer com que dois robôs toquem tanto na sensibilidade das pessoas.
Mas Wall-E não é só uma história de romance ou de amizade, é também uma mensagem simples: Preservem o Planeta Terra. Ele apenas precisa que alguém cuide dele.
A qualidade da animação é fabulosa e rapidamente conseguimos perceber o que Wall-E ou Eve querem exprimir graças, sobretudo, ao movimento dos olhos. Existem também diversas homenagens a outros filmes e uma que certamente mais saltará á vista é a 2001: A Space Odyssey com a personagem “Auto”.

Depois de Ratatouille somos brindados com Wall-E e a Pixar mostra que não é preciso muito para se dizer tanto. Não é preciso procurar mais para o Óscar para melhor animação.

Wall-E de Andrew Stanton

9/10

10,000 BC (2008)

The legend. The battle. The first hero.

Foi com baixas expectativas que vi o mais recente filme de Roland Emmerich: 10,000 BC. E tinha razão em ter baixas expectativas. Não sendo um péssimo filme, também não se afigura como um épico de um herói lendário como a publicidade fazia crer.

10,000 BC conta a história de D’Leh, um jovem caçador de gigantescos mamutes que vê a sua amada, Evolet, ser raptada. D’Leh então embarca numa demanda, juntando um exército enquanto se aproxima do local onde Evolet se encontra. Esta é, basicamente, a premissa do filme.

A partir do momento que começo a ver demasiados erros a nível histórico no argumento, passo a levar o filme apenas como entretenimento. Mas até como entretenimento a longa-metragem se afigura medíocre. Diálogos aborrecidos e clichés, homens pré-históricos com corpos de super-modelos, uma mistura incrível de tribos e ideias que não resultam,as personagens que não têm carisma… Uma confusão tremenda! Parece que foi tudo feito em cima do joelho.

Emmerich tentou apresentar numa lenda fascinante num mundo pré-histórico (que nada tem de pré-histórico), acabando no entanto por conseguir uma imensa confusão. É um filme vazio e aborrecido que nem os efeitos especiais e aquele tratamento á-lá-blockbuster o torna sequer interessante para ser considerado entretenimento, porque se formos pela parte de aventura séria e coerente o resultado é deveras desastroso.

10 000 AC de Roland Emmerich

4/10

The Dark Knight (2008)

Why So Serious

É o melhor filme do ano até agora. Sem mais rodeios fica a minha opinião acerca do filme. Muito se tem falado acerca da nova incursão de Batman por Gotham City, críticas positivas se têm multiplicado umas atrás das outras e, apesar de esta loucura poder ser algo exagerada, O Cavaleiro Das Trevas será a referência nos próximos filmes de super-heróis.

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