Shovel Knight: um jogo essencial na Nintendo Switch

Mais um belíssimo jogo Indie que estava curioso para experimentar. Foi por isso, com pouca hesitação, que decidi comprar mal ficou disponível na Nintendo Switch.

Foi anunciado como um regresso ao saudoso tempo em que reinavam os jogos de plataformas nas consolas de 8 bits e, como passei a minha infância com a NES, tinha a certeza que Shovel Knight seria um festim para mim.

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Retro City Rampage DX: o GTA pixelizado

Sempre tive bastante interesse em jogar este jogo. Parecia-me ser uma espécie de GTA pixelizado, com muita destruição, ação e loucura . Então eis que cinco anos após o seu lançamento, decido arriscar a compra de Retro City Rampage DX na minha Nintendo Switch.

Este é um projeto quase na sua totalidade a solo. Brian Provinciano criou o seu próprio kit de desenvolvimente NES e começou por tentar adaptar um dos seus jogos favoritos, o GTA III, em 8 bit. O jogo chamar-se-ia Grand Theftendo.

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Kamiko: uma pequena pérola indie

Kamiko é um jogo extremamente curto. A primeira vez que joguei terminei a campanha numa hora e vinte sete minutos. A segunda vez demorei ainda menos tempo!

A curta duração é um pequeno “problema”, mas o jogo compensa com uma jogabilidade bem viciante e interessante. Para além disso, adorei o pixel art apresentado e a ambientação tipicamente oriental.

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Eu parti numa aventura!

A Nintendo não estava a brincar quando disse que queria mudar a forma como se joga Zelda!

Agora que cheguei ao fim, após umas espantosas 120 horas – e continuo a jogar, a acrescentar minutos que se tornam horas de pura exploração por Hyrule – posso dizer que a Nintendo arriscou muito mas a coragem que teve foi largamente compensada.

Todas as notas máximas que Breath of the Wild teve e toda a aceitação por parte do público são provas disso.

Talvez não seja o melhor jogo de sempre, ou sequer o melhor jogo do franchise, mas é fantástico naquilo a que se propõe fazer: dar uma aventura  a quem a quiser “viver”.

E é uma aventura pessoal, quase sem qualquer tipo de ajuda. Temos um pequeno tutorial no planalto inicial, em que descobrimos todas as habilidades que nos vão acompanhar durante o jogo todo, mas depois de sairmos desse planalto, somos largados à nossa sorte.

O jogo nunca nos obriga a nada. Dá indicações subtis, mas não força nenhum trilho. E é por isso que no final temos a sensação de termos forjado o nosso próprio caminho.

Todas as armas que encontramos, todos os shrines que conquistamos, roupas que adquirimos, inimigos que derrotamos, lugares que encontramos… Tudo isso faz parte da nossa aventura.

A Nintendo foi exímia em criar uma experiência de descoberta e fortalecimento.

O mapa de jogo é enorme mas incrivelmente belo e fascinante. A forma como foi construído instiga à descoberta. Dá sempre vontade em irmos investigar uma colina ao longe. A curiosidade em ver o que se esconde no horizonte é muito grande e o que ainda torna as coisas melhores, é que quando partimos na direção desse mesmo horizonte fazemos dezenas de desvios, pois encontrámos um lago meio escondido, uma floresta misteriosa, ruínas sombrias ou uma torre que parece roçar o céu.

E, normalmente, todos esses desvios nos dão algum tipo de recompensa. Seja um cofre perdido, uma espada, um escudo ou um objeto raro.

Ás vezes dá vontade de parar e apreciar a natureza em redor.  Ver uma veado, ou um cavalo a correr nas planícies ao pôr do sol torna-se, por vezes, bastante bonito.

Ou então escutar a natureza. Toda a variedade de sons disponíveis dão uma outra vida a Hyrule. Adoro entrar numa floresta e escutar o chilrear de pássaros, um relinchar de um cavalo ao longe, o vento a soprar por entre as árvores ou coaxar de uma rã escondida.

A Nintendo conseguiu criar um ambiente muito imersivo neste jogo.

As primeira horas são incríveis, pois a sensação de espanto perante toda a liberdade apresentada é totalmente inesperada. É um vício explorar Hyrule. Dava por mim a querer ver todos os cantos. Só decidi avançar a história após ter jogado largas dezenas de horas.

Depois temos um motor de jogo e uma física incríveis! É fascinante ver o que se consegue fazer neste jogo. Quando eu, logo no início do jogo, por acidente, levei uma tocha comigo para uma zona gelada e percebi que o calor que a tocha emitia permitia-me suportar o frio e explorar aquela área fria sem qualquer tipo de penalização, todo um leque de inúmeras possibilidades se abriu.

A partir desse momento dei por mim a pensar com lógica e a resolver problemas com os materiais à minha disposição, e toda a minha habilidade e astúcia. Existem inclusive, maneiras diferentes de resolver o mesmo problema.

São tantas as possibilidades proporcionadas pelo motor de jogo, que após dezenas de horas de jogo, continua a surpreender-me com novas formas de ultrapassar obstáculos.

Essa liberdade de encontrar as minhas próprias soluções e de poder explorar o mapa gigantesco da forma que quiser, torna tudo mais intimista e recompensador.

No entanto, Breath of the Wild não é perfeito.

Em primeiro lugar, embora isso não me afete demasiado, tenho que referir as quebras de fluidez do jogo. Embora essas quebras tenham sido largamente corrigidas com patches, ainda existem.

A diversidade de inimigos é uma das coisas que mais me desapontou, por exemplo.

A destruição das armas e dos escudos é algo que me parece estar pouco equilibrada. Não é nada coerente que uma espada utilizada por um campeão dure pouco mais que uma tocha num combate.

A chuva por vezes atrapalha mais do que ajuda e chove demasiado em Hyrule.

É, também, muito simples criar refeições que tornam Link muito forte e resistente  Seria melhor que houvessem alguns limites.

O voice acting, para mim, é subjetivo. Pessoalmente achei que as vozes foram do mediano ao bom neste jogo.

A história não é nada de extraordinário, mas acho que cumpre razoavelmente bem. Sejamos sinceros, Zelda nunca teve das melhores histórias. Zelda sempre foi jogabilidade, descoberta, aventura e fantasia acima de tudo.

Apesar de alguns problemas de equilíbrio e de diversidade, Breath of The Wild é um jogo monumental. A Nintendo criou um jogo memorável, sem dúvida. Estamos perante uma revolução no franchise e um regresso às origens de forma espetacular.

Não é por acaso que os programadores compararam tanto este jogo ao primeiro The Legend of Zelda. No primeiro jogo também éramos lançados às feras sem nenhum tipo de indicação.

É liberdade, aventura, exploração e descoberta no estado mais crú. É a Nintendo no topo da sua forma. É o regresso triunfal de uma das séries mais impactantes da indústria dos videojogos.

Fantástico, Nintendo. Conseguiste colocar-me de novo com 12 anos.

E como Aonuma disse: ainda há espaço para melhorar!