The X Files: I Want to Believe (2008)

The X-Files I Want to Believe

To find the truth, you must believe.

Esta é uma história isolada seguindo a tradição de alguns dos episódios mais aclamados e preferidos da série e leva a relação complicada entre Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) para direcções inesperadas. Mulder continua a sua inabalável missão pela procura da verdade e Scully, a cientista feroz e arrebatadoramente inteligente, mantém-se inexplicavelmente presa às procuras de Mulder.

Na tentativa de fazer trazer novamente á ribalta uma das séries mais aclamadas da década de 90, Chris Carter, o criador dos Ficheiros Secretos trouxe até nós The X Files: I Want to Believe. Devo dizer que esperava muito mais, especialmente vindo de Chris. O resultado é um episódio longo da série que sabe a muito pouco. Aliás, verdade seja dita, o filme é muito fraco. Muito inferior ao primeiro se compararmos. Custou-me muito ver este filme. A série que teve um auge há muito tempo atrás não regressará ás luzes da ribalta desta forma.

Ao que parece Chris Carter planeia fazer um outro filme, mas desta vez sobre extraterrestres, tema que deu muito sucesso á série. Será que finalmente virá um bom filme? Eu quero acreditar…

Ficheiros Secretos: Quero Acreditar de Chris Carter

5/10

Sen to Chihiro no kamikakushi (2001)

Sen to Chihiro no kamikakushi

The tunnel led Chihiro to a mysterious town…

Um túnel misterioso e uma cidade fantasma conduzem a jovem Chihiro e a sua família à terra dos espíritos, povoado por deuses e monstros, e governada pela gananciosa Yu-Baba. Depois de comerem uma refeição proibida, os pais de Chihiro são castigados e transformados em porcos. Para os tentar salvar ela terá que renunciar o seu nome e prestar serviço no mundo dos espíritos.

Sen to Chihiro no kamikakushi é uma aventura cheia de magia repleta de criaturas fantásticas, de simbolismos importantes e de uma atmosfera que só o génio da animação japonesa Hayao Miyazak nos poderia dar. Vencedor do òscar para melhor animação e do Urso de Ouro no Festival de Berlim esta viagem pelo mundo dos espíritos é vibrante e única.

O que salta logo á vista é a qualidade da animação e das cores. Tudo foi feito á mão, com excepção de uma ou duas cenas, e o efeito final é algo que só visto. A história da Alice japonesa é contada em tom episódico, com diversas situações a serem apresentadas e a serem resolvidas no meio da trama principal. No meio disto surgem diversos momentos simbólicos como por exemplo o facto de nem o ouro comprar a pequena Chihiro quando o Sem-rosto seduz a nossa heroína, ou umas das mais fascinantes que é uma mensagem de cariz ecológico (facto que preocupa Hayao), que é quando um Deus todo enlameado e sujo, feio e que empesta a casa dos banhos chega para utilizar os serviços de Yu-baba.
 
Ninguém ousa se aproximar do Deus e o trabalho fica a cargo de Chihiro que rapidamente chega á conclusão que não é só com água que todo o lixo sairá. Então descobre um espinho preso no deus e resolve tirá-lo. Ao fazer isso uma enorme quantidade de lixo de todo o tipo sai do “corpo” do deus e este fica limpo e bonito outra vez. Descobre-se que é o deus Rio e quão é importante não poluir as nossas águas. Simples e tocante.
 
Vale a pena ver este filme. O mundo criado por Miyazaki é vibrante, cheio de cor e de simbolismos. As personagens são carismáticas e algumas enigmáticas como o Sem Rosto que, por ventura, irá deixar muita gente confuso com a sua personalidade. Chihiro que a pouco e pouca deixa um pouco mais de felicidade e de amor no reino dos espíritos, concerteza acabará por conquistar o coração de quem assistir a esta animação.
 
Como disse o poeta, “o caminho faz-se caminhando”, e o caminho de Chihiro é feito de surpresas fascinantes, de inesperadas amizades, de insuspeitos sentimentos, de imprevista audácia, de eterna aprendizagem
 
A Viagem de Chihiro de Hayao Miyazaki
 

8/10

 

Requiem For a Dream (2000)

Requiem for a dream

Now we come to step three. This… drives… most… people… crazy

Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos. Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro.

Já Sara, mãe de Harry, é viciada em assistir programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o “Tappy Tibbons Show”, que é transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.

É um filme independente, muito pessoal. Uma visão que não faz concessões. Não esperem um final feliz, esperem sim, um final cheio de dor e sofrimento.

Apesar de não ser o meu filme favorito de Aronofsky, Requiem for a Dream situa-se naquelas experiências surreias e intensas que só alguém com grande mestria e talento conseguem mostrar na tela. A ver com mente aberta e com alguma preparação psicológica, porque a vida não é um sonho.

A Vida Não é Um Sonho de Darren Aronofsky

8/10

Bug (2006)

Bug

First they send in their drone… then they find their queen

Agnes (Ashley Judd) é uma empregada de mesa solitária.O seu violento ex-marido (Harry Connick Jr.) acabou de sair da prisão em liberdade condicional e a sua melhor amiga acolheu recentemente um misterioso veterano da Guerra da Golfo chamado Peter (Michael Shannon).

Fragilizada, Agnes apaixona-se por Peter e cedo Peter começa a partilhar o sombrio quarto de motel de Agnes. Tudo parece correr bem… até que Peter começa a falar de forma obsessiva nos “insectos” que o governo injecta nos corpos dos ex-combatentes. Estará Peter a contar a verdade? Será apenas paranóia?

O veterano William Friedkin (O Exorcista; Os Incorruptíveis Contra a Droga) assina com BUG um thriller psicológico intenso sobre as fronteiras da alienação, com a actriz nomeada duas vezes para Globos de Outro Ashley Judd no principal papel.
William Friedkin autor de dois clássicos do cinema dos anos 70, O Exorcista e Incorruptíveis Contra A Droga, assina um filme ousado, corajoso de díficil “digestão” e que certamente será apreciado por um pequeno lote de espectadores. Bug prima pela força dos dois protagonistas que fazem um trabalho notável levando ao limite a noção entre paranóia e realidade.

Adaptado da peça de teatro homónima, por vezes temos a noção que as interpretações e os planos de camera são muito teatrais sem que isso não prejudique a obra. O filme é claramente de autor, não tem nada de comercial e acredito que sendo hoje um filme de culto muito respeitado por alguns e odiado por muitos mais, certamente que daqui a uns anos poderá virar um clássico do cinema.

Apesar de ser difícil este Bug é o melhor filme de William Friedkin dos últimos anos. Se querem entrar num thriller psicológico perturbante, num mundo no limiar da realidade e paranóia, na história de duas pessoas que se apaixonam e se entregam a esse amor, então Bug é um desses filmes

Bug de Wiliam Friedkin

7/10

Hellboy II: The Golden Army (2008)

Saving the world is a hell of a job

Após a quebra das antigas tréguas entre a humanidade e o reino invisível do fantástico, o inferno está prestes a subir à terra.
É agora altura para o mais duro e bruto dos super heróis lutar contra o mais implacável ditador e seus seguidores.

Ao som de Eels, Hellboy II afigura-se como um dos melhores filmes do ano naquilo a que se propõe: entretenimento inteligente e estético.

Quem gostou do esteticismo presente no Labirinto do Fauno, certamente irã apreciar imenso toda a direcção artística presente no filme.

Del Toro é incrivelmente criativo e possui um sentido visual muito apurado e original. Os monstros, as personagens e os cenários presentes neste Hellboy são fabulosos com especial destaque para o anjo da morte que é de cortar a respiração.

As personagens debitam consistência e a “química” entre elas funciona ás mil maravilhas. Não se trata apenas de efeitos-especiais e destruição.

Na realidade, a história que não sendo fenomenal, nem tão pouco original, consegue captar a atenção ao espectador, muito devido ao facto de ser bem contada, bem interpretada, bem imaginada e de possuir momentos de rara beleza, como a cena inicial do filme ou a cena em que Red tem que tomar a decisão de destruir um monstro que representa o Deus da floresta.

Tanto as palavras do vilão antes do golpe mortal como depois a beleza visual quando o monstro morre são extremamente bem conseguidas.

O vilão de serviço aqui é muito carismático e não é o típico vilão que quer dominar o mundo para governar a seu belo prazer. O príncipe Nuada despreza os humanos pela sua decadência e falta de princípios. Aliás, a crítica ao homem é pertinente e muito bem feita.

Com palavras sábias e inspiradoras até, Nuada, certamente irá cativar a audiência.

Apesar de algumas falhas a nível de consistência do argumento, nomeadamente com alguns buracos na história, Hellboy II é um dos grandes filmes destes anos.

Agradará certamente a quem procurar um filme bem-humorado, leve mas ainda assim inteligente e com um sentido artístico fenomenal.

imdb trailer

7/10

V For Vendetta (2006)

Filme recomendado para se ver hoje, dia 5 de Novembro.

Evey (Natalie Portman) é uma jovem aprazível que é salva de morte certa por um homem mascarado (Hugo Weaving). Identificando-se apenas como “V”, o mascarado revela um carisma incomparável e um talento extraordinário na arte do combate e da astúcia.

V desencadeia uma revolução quando insta os compatriotas a lutar contra a tirania e a opressão. Mas ao descobrir a verdade sobre o misterioso passado de V, Evey toma também conhecimento da verdade sobre si mesma e emerge como imprevisível aliada de V, no seu plano para devolver a justiça e a liberdade a uma sociedade afligida pela crueldade e pela corrupção.

Continue reading “V For Vendetta (2006)”

Wall-E

An Adventure Beyond the Ordinar-E

Após centenas de anos sozinho a fazer o que foi programado para fazer, WALL-E (Waste Allocation Load Lifter Earth-Class) descobre um sentido na sua existência (para além de recolher desperdícios) quando conhece uma atraente robô chamada EVE. EVE apercebe-se que WALL-E tropeçou, sem saber, na resolução para o futuro da Terra, e corre de volta ao espaço para contar as suas descobertas aos humanos, que têm estado ansiosamente a aguardar por notícias que digam que é finalmente seguro voltar para casa.

Wall-E é um prodígio da animação, e é um feito maravilhoso em vários os sentidos. A Pixar mostra o seu novo rebento e estabelece um novo patamar de qualidade em filmes de animação que será muito difícil de atingir nos próximos anos.

O que mais impressiona neste filme é que durante os primeiros 40 minutos praticamente não existem diálogos. E, no entanto, este é o filme com mais sentimento do ano. “Uma imagem vale por mil palavras” aplica-se perfeitamente aqui.
Wall-E é incrivelmente cativante e certamente ficará na memória de muitas pessoas e arrisco a dizer que o casal Wall-E e Eve já terá o seu lugar ao lado de outros casais míticos. Ele é fascinante, inocente, muito desastrado e completamente adorável. A sua atrapalhação dá azo a muitos momentos hilariantes assim como a sua pureza e ingenuidade criam momentos espectacularmente tocantes. Eve no início não é propriamente a companheira ideal de Wall-E, mas ao longo do filme Eve começa-se a aperceber da apaixonante personalidade do “lixeiro” e percebe então qual a sua “verdadeira directriz”.

Algumas cenas já nascem clássicas como a dança no espaço ou o glorioso final que certamente arrancará algumas lágrimas.É irrepreensível o trabalho da Pixar que consegue fazer com que dois robôs toquem tanto na sensibilidade das pessoas.
Mas Wall-E não é só uma história de romance ou de amizade, é também uma mensagem simples: Preservem o Planeta Terra. Ele apenas precisa que alguém cuide dele.
A qualidade da animação é fabulosa e rapidamente conseguimos perceber o que Wall-E ou Eve querem exprimir graças, sobretudo, ao movimento dos olhos. Existem também diversas homenagens a outros filmes e uma que certamente mais saltará á vista é a 2001: A Space Odyssey com a personagem “Auto”.

Depois de Ratatouille somos brindados com Wall-E e a Pixar mostra que não é preciso muito para se dizer tanto. Não é preciso procurar mais para o Óscar para melhor animação.

Wall-E de Andrew Stanton

9/10

10,000 BC (2008)

The legend. The battle. The first hero.

Foi com baixas expectativas que vi o mais recente filme de Roland Emmerich: 10,000 BC. E tinha razão em ter baixas expectativas. Não sendo um péssimo filme, também não se afigura como um épico de um herói lendário como a publicidade fazia crer.

10,000 BC conta a história de D’Leh, um jovem caçador de gigantescos mamutes que vê a sua amada, Evolet, ser raptada. D’Leh então embarca numa demanda, juntando um exército enquanto se aproxima do local onde Evolet se encontra. Esta é, basicamente, a premissa do filme.

A partir do momento que começo a ver demasiados erros a nível histórico no argumento, passo a levar o filme apenas como entretenimento. Mas até como entretenimento a longa-metragem se afigura medíocre. Diálogos aborrecidos e clichés, homens pré-históricos com corpos de super-modelos, uma mistura incrível de tribos e ideias que não resultam,as personagens que não têm carisma… Uma confusão tremenda! Parece que foi tudo feito em cima do joelho.

Emmerich tentou apresentar numa lenda fascinante num mundo pré-histórico (que nada tem de pré-histórico), acabando no entanto por conseguir uma imensa confusão. É um filme vazio e aborrecido que nem os efeitos especiais e aquele tratamento á-lá-blockbuster o torna sequer interessante para ser considerado entretenimento, porque se formos pela parte de aventura séria e coerente o resultado é deveras desastroso.

10 000 AC de Roland Emmerich

4/10

The Dark Knight (2008)

Why So Serious

É o melhor filme do ano até agora. Sem mais rodeios fica a minha opinião acerca do filme. Muito se tem falado acerca da nova incursão de Batman por Gotham City, críticas positivas se têm multiplicado umas atrás das outras e, apesar de esta loucura poder ser algo exagerada, O Cavaleiro Das Trevas será a referência nos próximos filmes de super-heróis.

Continue reading “The Dark Knight (2008)”