A minha experiência com a Mi Band 2

Agora que saiu a Mi Band 3 e como utilizei a Mi Band 2 desde Dezembro do ano passado, pareceu-me ser uma boa altura escrever algumas palavras acerca da mesma.

Esta pulseira “inteligente” é, provavelmente, um dos wearables com mais popularidade do mercado Talvez por ser barata, pequena, pouco intrusiva e ter, supostamente, várias funções interessantes. Confesso que os relógios e pulseiras inteligentes pouco me chamam à atenção, mas o preço baixo fez com que arriscasse a experimentar e entrar na “onda” das medições do sono, dos passos, calorias e batimentos cardíacos.

A pulseira é bastante leve e após a termos no pulso quase nem a sentimos. Eu andava com ela todo o dia, tirando-a apenas quando ia tomar banho.

Em termos de construção tenho que dizer que dá para entender porque razão é tão barata.

No site oficial é dito que o ecrã é resistente aos riscos, mas isso é mentira. O ecrã da minha, 6 meses depois, tem vários riscos. A bracelete, apesar de ser de um material resistente e flexível, tem uma falha na construção no sítio onde encaixa a Mi Band 2. Já é a segunda bracelete que descolou no mesmo sítio após 2 ou 3 meses de uso.

Essa falha de construção fez com que deixasse de a usar, pois não me vejo a comprar braceletes a cada 2 meses.

Relativamente aos sensores, devo dizer que a medição de passos pareceu-me ser bastante fidedigna, apesar de conseguir facilmente enganar o acelerómetro, pois basta abanar o braço para a frente e para trás para contar como passos.

No entanto, talvez seja a única função em que mais acredito.

As medições cardíacas, nem sempre me pareceram ser corretas, embora admite que as vezes em que achava estarem corretas foram superiores às que achava estarem incorrectas. Contudo, por vezes media 60 batidas por minuto e logo a seguir 90. Hum… Não sei.

Quanto à medição das horas de sono leve e profundo, apenas digo que tinha de as corrigir manualmente na aplicação, quase todos os dias. A Mi Band 2 calcula a hora em que começamos a dormir com a ajuda do acelerómetro, ou seja, quando estamos algum tempo com o braço parado ela “pensa” que estamos a dormir. Como podem imaginar, isto tanto pode funcionar bem,como mais ou menos ou então muito mal.

Era o que acontecia comigo.

Ás vezes acertava a hora em que adormecia, outras vezes não. Na verdade falhava demasiadas vezes. O sono profundo parece-me ser uma bela treta também, uma vez que o meu sono profundo era, maioritariamente, de poucos minutos Acho que a Mi Band 2 calcula o sono profundo medindo os batimentos cardíacos. Não sou especialista, mas acho que isso por si só não chega.

Para além desta funções existem outras, e essas sim, funcionam, e são bem interessantes.

O alarme, por exemplo, era algo que usava e abusava. A pulseira vibra suavemente no braço e é bem melhor acordar assim que com o smartphone aos “berros”. Também adorava ser notificado no braço quando recebia uma mensagem, um e-mail ou uma chamada. Existem outras funções como levantar o pulso e o ecrã ligar-se para ver as horas, por exemplo. Isso está tudo na aplicação, onde temos todas as definições e registos das atividade diárias.

A bateria, em boa verdade, dura que nem uma maluca. Pessoalmente apenas carregava a Mi Band 2 uma vez por mês, sendo que a bateria durava-me em média 20 dias.

Para terminar, que isto já vai longo, resta-me dizer que a Mi Band 2 não é perfeita. Pelo preço não se pode exigir um aparelho de topo, mas penso também que não é justo dizer que as funções são credíveis, quando são demasiado inconsistentes. A análise de sono foi o que mais me desiludiu, mas aquilo que me fez deixar de a utilizar foi mesmo a qualidade de construção das braceletes.

Sobre Ricardo JM Vieira

Vibro mais do que gostaria pelo Benfica, cinéfilo de corpo inteiro, fotógrafo de ocasião, destruidor de koopas e bokoblins, devorador de séries, leitor de fantasia, geek e nerd, não necessariamente ao mesmo tempo. Ah, e apaixonado por animais.
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