A minha experiência com a Nintendo Switch tem sido extremamente positiva. Poder começar um jogo na televisão e continuá-lo onde quiser, seja na cama, debaixo dos cobertores ou mesmo fora de casa, é uma maravilha. E os jogos não param de chegar.

Apesar de me divertir imenso, e gostar bastante da consola, não posso deixar de apontar alguns problemas, especificamente a nível de hardware, que me têm deixado um pouco desiludido com a Big N.

A consola é bonita, sim senhor e, à primeira vista, parece ser bem construída, mas o que interessa numa consola – aliás em qualquer equipamento – é que seja durável e que se mantenha em bom estado pelo máximo de tempo possível. Eu sei que nada dura para sempre e é normal que surjam marcas de utilização, mas parece-me que a Nintendo Switch tem alguns problemas que me fazem temer pela sua durabilidade.

E atenção: eu ainda tenho a minha Gamecube – infelizmente vendi a minha NES e N64 –  que funciona perfeitamente, assim como o seu comando. Aliás, ainda há relativamente pouco tempo completei, mais uma vez The legend of Zelda: The Wind Waker.

Riscos, riscos e mais riscos… e uma rachadela.

O ecrã é de plástico, certo? Nada contra. Eu percebo que a Nintendo tenha optado por incluir um ecrã de plástico e não de vidro. Afinal de contas, o plástico não vai partir caso a consola caia ao chão e, sem ter a certeza absoluta, é mais barato produzi-los. O problema é que um ecrã de plástico vai riscar muito mais rapidamente, mesmo que tenhamos cuidado com ele.

Para tornar a coisa ainda mais problemática, a doca também é em plástico e ao encaixarmos a Switch nela, se não tivermos MUITO cuidado, é certinho que o ecrã vai riscar.

É praticamente impossível evitar que a consola toque nas beiras da doca após centenas ou milhares de passagens.

A minha Switch, à primeira vista, está livre de riscos, mas se olhar atentamente, já os consigo ver. E são vários, especialmente nos bezels. Vá lá que o ecrã ainda está imaculado.

Olha-me este… Colocas vidro temperado e resolves a questão!

Sim, isso resolveria o problema dos riscos no ecrã, mas eu não gosto de vidros temperados.

Para além do mais, isto não seria um problema, caso a doca não tivesse os encaixes em plástico. Até porque não é só na frente que tenho riscos. Atrás também já os vejo. E eu tenho imenso cuidado com a consola. Encaixo-a sempre devagarinho e com muita atenção. Mas os malditos riscos lá estão!

Outro problema que aconteceu com a minha Switch, foi ter rachado um pedacinho do plástico junto ao botão de ligar. A julgar pela pesquisa que fiz, isso é um problema que afecta um certo número de consolas, pois parece que o parafuso junto ao botão de ligar foi demasiado apertado e, com o constante aquecimento e arrefecimento que a consola sofre, o plástico tende a dilatar e a rachar.

Na minha já saiu um pedacinho pequenino de plástico e, embora não tenha gostado nada, não a vou enviar para a garantia.

Não tenho paciência para possivelmente ficar sem os saves dos meus jogos.

A fragilidade dos joycons

Um outro problema que atingiu o meu equipamento foi com o meu joycon esquerdo. O analógico está com um problema chatinho, pois de vez em quando a posição neutra deixa de ser neutra e a consola assume que estou a carregar para a esquerda quando não estou. Quero com isto dizer, que mesmo sem estar com as mão no analógico a personagem que controlo no jogo, subitamente, move-se para a esquerda. Tenho que ir ao analógico e dar um toquezinho para que volte ao normal.

Em jogos que exijam precisão a coisa pode tornar-se frustrante. Por exemplo, no Celeste, perdi várias vidas porque a Madeleine cismava em correr para a esquerda sem qualquer tipo de aviso.

Já tentei calibrar e restaurar os dados de fábrica, mas não resolveu o problema. Parece-me a mim que o joycon é demasiado frágil e o analógico, após várias sessões de jogatina, já começa a acusar o desgaste.

Isso admirou-me, uma vez que tive consolas da Nintendo desde a NES e os comando nunca me deram problemas. Nem o da N64, com aquele analógico franzino.

Se calhar calhou-me na rifa um joycon defeituoso, não sei.

Este problema no joycon, leva-me a ponderar, seriamente, em comprar o comando Pro. Pelo que me apercebo, parece ser um acessório bem mais robusto que os joycons, mas é bastante caro. E eu pessoalmente gosto dos joycon. Já me habituei a ter um em cada mão e jogar de forma descontraída.

Nada mais a relatar… Por enquanto.

Até ver, foram estas três coisas que mais me desapontaram na Nintendo Switch. A forma como a doca pode riscar o ecrã, a qualidade do plástico e a fragilidade dos joycons, especialmente dos analógicos.

Se estes problemas têm impedido que me divirta com a consola? Hell, no!

No entanto, estamos a falar de um equipamento que me custou 329 euros. Não foi propriamente barato, e eu gostava que ele durasse o máximo de tempo possível sem me dar problemas.

Os riscos não são um problema grave, eu sei, mas o analógico já começa a ser. E isso faz-me pensar se daqui a um mês não terei o outro joycon igual, ou então outra rachadela na consola.
Esperemos que não.

Entretanto, deixa-me ir ali caçar mais um balão em Super Mario Odyssey.

Publicado por Ricardo JM Vieira

Vibro mais do que gostaria pelo Benfica, cinéfilo de corpo inteiro, fotógrafo de ocasião, destruidor de koopas e bokoblins, devorador de séries, leitor de fantasia, geek e nerd, não necessariamente ao mesmo tempo. Ah, e apaixonado por animais.