Timeless, ou como tentar demasiado ser dramático

A principal razão para se fazer uma viagem ao passado é, na maior parte das vezes, alterar qualquer coisa para que o futuro seja diferente. Ora, isso é impossível, e remete-nos aos tais paradoxos, uma vez que se alterarmos o passado a razão para se ter viajado do presente para esse mesmo momento no passado deixa de existir.

De qualquer maneira, esses paradoxos, se não forem demasiado evidentes e se os decidirmos ignorar, não atrapalham bons filmes e séries que abordam este tema. É bem possível passar um bom serão a ver alguém a mexer com acontecimentos passados e verificar de que forma isso altera o futuro/presente.

Esta série da Netflix, paradoxos à parte, nunca consegue atingir um patamar de qualidade consistente.

Pareceu-me ser demasiado comedida, amadora por vezes na forma como apresenta a história e os personagens. Talvez se trate de uma produção com restrições no orçamento, não sei. O pior, no entanto, é que a série pareceu-me demasiadas vezes muito forçada e apressada, sem fio condutor e com imensas conveniências na história.

Não sei bem explicar, mas parecia-me que Timeless tentava ser dramática, com mensagens moralistas a torto e a direito e criar personagens cativantes, mas sem o saber fazer bem. Na verdade, sempre que algo era bem feito, surgiam cinco ou seis coisas que não o eram.

É uma série bem meh, na verdade.

Sobre Ricardo JM Vieira

Vibro mais do que gostaria pelo Benfica, cinéfilo de corpo inteiro, fotógrafo de ocasião, destruidor de koopas e bokoblins, devorador de séries, leitor de fantasia, geek e nerd, não necessariamente ao mesmo tempo. Ah, e apaixonado por animais.
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