Normalmente a primeira experiência em qualquer coisa, fica sempre com um lugar especial nas nossas memórias. No meu caso, relativamente aos videojogos, a NES está nesse lugar especial.

Foi a minha primeira consola e a minha porta de entrada no mundo dos videojogos.

Era expectável, portanto, que iria comprar a NES Classic Mini. Foi o que fiz, mal saiu. Dias depois apercebo-me que devo ter tido sorte, pois a pequena consola praticamente esgotou em todo o lado.

Ah, uma saudável loucura retro!

A máquina é quase tudo aquilo que esperava. Por 60 euros (um preço extremamente convidativo), trouxe uma réplica em tamanho reduzido da minha companheira dos anos 90, com 30 jogos e um comando exactamente igual ao que utilizei inúmeras vezes para jogar Super Mario Bros., ou The Legend of Zelda.

Fucking awesome! Não, a sério, fucking awesome!

nes-classic-1

A emulação – sim estamos a falar de um emulador oficial da Nintendo – é perfeita. Podemos, inclusive, utilizar um filtro que emula os velhos crt’s da época. Pessoalmente só experimentei o filtro por motivos nostálgicos, mas rapidamente passei para outro. É bem melhor apreciar o grafismo 8-bit no seu estado mais límpido e puro, graças à conexão hdmi.

Da seleção de jogos, alguns joguei na minha infância. Aliás, já cheguei ao fim deles todos. É estranho como me parecem agora demasiado curtos.

Chegar ao fim de Castlevania ou Mega Man II em menos de uma hora é uma façanha que o meu eu criança seria incapaz de fazer. Sim ajuda muito conhecer o jogo, mas o que ajuda mais é o botão de reset que me dá a possibilidade de guardar o jogo em qualquer altura, para quando quiser recomeçar do mesmo sítio.

No meu tempo, a coisa não funcionava assim. Não havia easy modes, tutoriais, ajuda da Internet, ou saves. Perder uma (raios estou a falar de UMA vida) era uma coisa muito séria, pois significava que ficávamos mais perto do gameover. E um gameover significava começar do início do jogo!

nes-classic-3

Tenho-me divertido imenso  com esta pequena surpresa que a Nintendo deu aos jogadores. Muito mesmo!

Mas como em quase tudo na vida, nada é perfeito e esta consola sofre de um problema. O cabo do comando é demasiado curto. Literalmente curto. Tenho que ficar colado à televisão para jogar.

Devo dizer que já me habituei, e assim até fico mais perto do botão reset (ou devo dizer botão save), mas um cabo maior seria mais agradável.

Esta aposta da Nintendo foi um sucesso estrondoso em todo o mundo (a ruptura de stock, levou a que fossem vendida no ebay consola por preço absurdamente caros) pelo que espero, sinceramente, que venham nova edições futuras e até uma Super Nintendo Mini. Quem sabe?

Até lá, vou continuar playing with power! Nintendo Power!

One thought on “Nostalgia em tamanho pequeno

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