Identity (2003)

Identity

Sem querer soar demasiado histérico, “mas que raio de merda foi esta, pá? Ando eu a preocupar-me com pessoas imaginárias? Ou melhor identidades imaginárias? Maluquinho a imaginar maluquinhos… Não há pachorra!”

Depois de beber um cálice de vinho do porto para me acalmar (mentira, eu não bebo vinho. Foi um bagaço com mel), cheguei à conclusão que Identity até é uma incursão interessante pela mente de um criminoso com “síndrome de Fernando Pessoa”.

Aqui temos, no entanto, mais do que “três heterónimos” e alguns são bem mais violentos. Não me parecem capazes de praticar a poesia.

Tecnicamente falando, pareceu-me tudo bem sólido, especialmente o ambiente geral. As atuações são também satisfatórias. Já não via Cusack há bastante tempo e por isso foi… coiso… vê-lo.

Curiosas as mudanças de género que ocorreram no filme. No início parece ser uma comédia negra, com tantas situações caricatas, depois um thriller, a seguir terror, depois terror sobrenatural, até regressar ao thriller de terror com drama.

Quanto a mim, falha redondamente no twist final, pois quem não sofrer de défice de atenção, consegue ver quem é o vilão na cabeça do vilão. A milhas.

De qualquer forma, vale uma espreitadela.

★★★½

ps: tenho que confessar que aqueles movimentos rápidos dos olhos para a esquerda e para a direita de Pruitt Taylor Vince, são deveras perturbadoras.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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