The Little Prince (2015)

The  Litle Prince

É sempre uma experiência de risco assistir a uma adaptação de um livro. Ainda para mais, quando o livro nos é muito querido. Mas confesso que estava ansioso para ver o filme, especialmente após ter visto o trailer.

Quase toda a gente conhece a história do pequeno príncipe de caracóis dourados que vive no asteroide B-612. É um daqueles contos que atravessa gerações e que deixa a sua marca em quem se deixa cativar por ele.

É uma história que devia fazer parte da vida de todos nós, especialmente em tempos que urge acreditar, ter esperança e saber ver o essencial. Em tempos que se procura, ou deveria procurar, por uma criança de cabelos dourados, para nos fazer relembrar os verdadeiros valores, e aquilo que realmente importa.

O filme não segue à risca o livro, mas tem toda a sua essência. A mensagem, aliás, as mensagens estão todas lá e são mostradas de forma deslumbrante. Algumas cenas, aliás, são, diria eu, quase perfeitas. Perfeitas, na medida em que a qualidade da animação, da música e das vozes escolhidas combinam-se de forma harmoniosa e conseguem dar o ênfase certo ao que Antoine de Saint-Exupéry queria dizer.

It is only with the heart that one can see rightly. What is essential is invisible to the eye

A voz da raposa, por exemplo, está sensacional e quando é proferia uma das frases mais conhecidas fica a sensação que foi feita de forma perfeita. E o uso de Stop Motion nesses momentos ajuda, e muito, a tornar vivo o livro.

The Little Prince chega a ser magnífico em certos momentos e os seus primeiros dois atos são bem incríveis. É nesses atos que vemos o livro ser desfolhado no ecrã.

No entanto, perde algum gás no terceiro ato, recuperando-o quando se aproxima do final.

A passagem para uma fantasia exacerbada também pode fazer torcer o nariz. Pessoalmente, gostei da ideia do último ato. Só lhe tirava alguns minutos, nada mais.

No cômputo geral, The Little Prince é uma adaptação bem criativa e cheia de coração do conto de Exupéry. Repleto de momentos e frases tocantes, continua a ser uma mensagem de esperança e amor para todas as idades.

Para quem desconhece a história, certamente que ficará com vontade de comprar o livro. Para aqueles que a conhecem, tenho a certeza que sentirão um nó na garganta e uma lágrimazinha no canto do olho.

E todos, quando o filme acabar, vão querer uma raposa como amiga.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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