San Andreas (2015)

San Andreas

Já passou algum tempo, não é verdade? Qual terá sido o último filme do género que vi? Talvez o 2012 do Emmerich, ou se calhar a enésima repetição do The Day After Tomorrow na TVI.

Apesar de tudo, já sabia mais ou menos ao que ia. É que estes filmes seguem uma linha que toda a gente conhece.

Efeitos especiais jeitosos, destruição por tudo quanto é lado (geralmente por parte da natureza), história familiar em que um membro da família (geralmente um filho(a)) é apanhado no meio da destruição e precisa de ser salvo pelo(s) progenitor(es), diálogos cheesy, situações impossíveis, cientistas que já sabiam que aquilo ia acontecer, mas que ninguém sabe quem são e por isso não lhes passam cartão, romance entre o filho(a) que precisa ser salvo(a) com um outro sobrevivente, e por aí fora.

San Andreas tem o bónus de ter um par de mulheres giras e jeitosas para lavar a vista, toldar o raciocínio e desviar as falhas do argumento (e dar um pouco de credibilidade dramática ao que se está a passar no ecrã), The Rock a mostrar cabedal e alguma capacidade de representação (melhor do que o seu nome sugere) e, por fim, Paul Giamatti.

Sim, Paul Giamatti anda lá pelo meio.

Fiquei bastante satisfeito na hora e meia que tive o cérebro desligado. Até pensava que ia ficar zonzo com as cenas de ação em que de certeza iam ser filmadas com uma câmara com parkinson, a tremer por todo o lado. Mas não. Dava para perceber o que estava a acontecer.

Só aquela parte final, em que a filha está morta demasiado tempo para elevar o dramatismo a níveis épicos e depois o momento em que se vê a bandeira americana desfraldada a ondular suavemente com o vento, é que me deram alguma comichão no escroto.

Surpreendentemente, pensei que ia ser bem pior. Mesmo sabendo que ter a Carla Gugino e a Alexandra Daddario como mãe e filha naquele cenário apoteótico em que tudo se está a desfazer é fazer batota.

No final de contas, San Andreas é o que o 2012 deveria ter sido.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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