Terminator Genisys (2015)

Terminator Salvation

E porque Holywood acha que ainda consegue fazer mais dinheiro com o franchise criado por James Cameron, nada melhor que um novo filme pensado para ser o início de uma nova trilogia. Soa a familiar? É claro que soa, pois Terminator Salvation também iria ser o início de uma nova trilogia, mas acabou por cair na obscuridade e no esquecimento.

Com um dos títulos mais absurdos do cinema e o mais ridículo da saga, Terminator Genisys consegue a proeza de não ser o pedaço de porcaria que estaria à espera.

Os dois primeiros filmes são superiores, especialmente o segundo que continua a ser a referência e um dos melhores filmes de ficção-científica de sempre. Mas, relativamente ao Terminator 3: Rise Of The Machines e ao Terminator Salvation, este Genisys sai a ganhar em algumas ocasiões. Especialmente na diversão.

O que me surpreendeu positivamente.

É verdade que tem paradoxos atrás de paradoxos, chegando ao ponto de se tornar ridículo na história que conta. Especialmente se pensarmos muito nisso. Mas se levarmos a coisa tranquilamente e deixarmos um bocadinho de lado o absurdo que está a acontecer, conseguimos ter uma experiência agradável.

Apesar de ser um blocbuster genérico com explosões e efeitos especiais de última geração, pega no universo do franchise e tenta dar uma nova roupagem. Tem surpresas e twists interessantes, pisca o olho a filmes anteriores e a abordagem, apesar de poder alienar os fãs, tem o seu quê de diferente.

Pena o elenco escolhido não ter sido o melhor. Emilia Clarke bem tenta, mas não é a Sarah Connor. No entanto, ela não foi a pior escolha, pois Kyle Reese e John Connor foram interpretados por quem simplesmente não tem carisma para eles. O nosso Arnold continua com one liners cheias de estilo e um bad ass do pior. É o Terminator. Está velho, mas não obsoleto.

Comparativamente, Genisys é o terceiro melhor filme da saga, o que já não é muito mau. Se formos com o cérebro desligado, ou esquecermos do universo do qual faz parte, entretém bastante bem. Se o virmos com seriedade, ou como fãs acérrimos é mais um blockbuster genérico, com uma história que puxa os limites do razoável e com atores errados para os papéis.

No final de contas, é Hollywood a tentar sacar mais uns cobres à malta. E às vezes até o faz mais ou menos bem. Teoricamente.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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