Voar em Windhaven

Windhaven

Antes de começar a ler o mais recente supra-sumo dos épicos de fantasia, decidi pegar em algo mais antigo, escrito pelo mesmo autor.

Se calhar não fiz a melhor escolha, uma vez que Windhaven não tem apenas a mão de George R.R. Martin. Aliás, o envolvimento de Martin no livro é menor que o de Lisa Tuttle, a outra autora. Ou será Martin o outro autor?

É um livro editado pela primeira vez em 1981 e que, na sua essência, é uma comovente biografia de Maris Amberly que nasceu, viveu e morreu num planeta chamado Windhaven.

Maris Amberly, assim como as restantes personagens do mundo imaginado por Lisa e Martin, são descendentes de astronautas humanos que tiveram um acidente e foram parar a um planeta que ao invés de ter continentes, tem ilhas que polvilham um mar tempestuoso e cheio de perigos. A informação circula através dessas ilhas com a ajuda dos voadores, uma classe de elite que se julga superior a todos aqueles que vivem presos à terra, sem nunca conseguirem saber o que é sentir o vento e dançar junto dele.

O direito a voar e a ter as asas faz-se por sucessão familiar, ou seja, apenas o filho primogénito de um anterior voador poderá um dia dominar os céus de Windhaven e visitar o Ninho, ou as ilhas externas e conhecer uma variedade de culturas, testemunhar eventos marcantes e impedir o isolamento das pessoas que vivem espalhadas pelas ilhas.

Maris não é filha primogénita de nenhum voador, mas tem o sonho de um dia voar. A sua vontade é de tal forma forte, que sozinha consegue mudar aquele mundo. Para sempre.

No entanto, a mudança nunca agrada a toda a gente e nem sempre é isenta de consequências nefastas. Maris vai aprendê-lo da pior forma e testemunhar os vários resultados das suas ações enquanto jovem.

Enquanto sonhava um dia poder tocar o céu e tornar-se amante do vento e poder bailar por sobre o mar tempestuoso de Windhaven.

Uma biografia bastante comovente com personagens fortes e um mundo de fantasia bem interessante. Gostei de conhecer Maris Amberly e todo o seu legado. Uma vida boa não é uma vida desperdiçada e a dela não foi. Ficaram canções e um mundo um bocadinho melhor.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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