Exodus: Gods and Kings (2014)

Exodus Gods And Kings

«Prometheus» e «Robin Hood» desiludiram-me, mas tenho sempre esperança em ver Ridley Scott de «Alien» e «Blade Runner».

O talento continua presente, mas a falta de um argumento consistente faz com que Ridley Scott pareça um «tarefeiro» igual a tantos outros que habitam em Hollywood.

«Exodus: Gods And Kings» é um filme demasiado longo e demasiado aborrecido. Com pretensões acima daquelas que oferece. Não é nenhum épico inesquecível, apesar de o tentar ser. Um pouco semelhante a «Robin Hood», devo dizer.

A história de Moisés que acaba por libertar os escravos do Egipto e conduzi-los até à terra prometida, separando as águas do Mar Vermelho numa das imensas metáforas disfarçadas de milagres escritas na Bíblia, já foi mostrada no cinema algumas vezes, mas Scott quis modernizar a coisa.

Isto significa novas interpretações, como por exemplo as 7 pragas que assolaram o Egipto e efeitos especiais de elevada qualidade. Visualmente tenho pouco a apontar, é verdade. Mas isso não chega e o filme vai ficando cada vez mais aborrecido à medida que vai avançando.

Personagens mal desenvolvidas, sem carisma, situações demasiado exageradas, momentos completamente desnecessários e decisões completamente ridículas. O que passou pela cabeça de Scott, dar o papel de Deus a uma criança? Ainda por cima, sem ter o talento necessário para tal.

E depois a tentativa em tornar acontecimentos fictícios em algo de natural, misturado com elementos divinos e sobrenaturais, torna tudo inconsistente.

Nem o bom elenco salva o filme, apesar de termos atuações satisfatórias. Principalmente de Joel Edgerton que interpreta Ramsés. Christian Bale anda a maior parte do tempo em piloto automático e depois temos, por exemplo, Sigourney Weaver a marcar presença apenas para encher os bolsos.

«Exodus: Gods And Kings» é mais um épico desprovido de emoção. Lindo de se ver, mas incapaz de envolver emocionalmente. Uma concha vazia. Ridley Scott é capaz de muito melhor. Deem ao homem um argumento em condições, se faz favor.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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