Black Mirror

Não conhecia esta série. Foi graças a um artigo cheio de entusiasmo, escrito pelo caríssimo Marco Santos que decidi dar uma vista de olhos.

E sem querer estragar a surpresa a quem ainda não viu esta série e não faz ideia do que é e do que trata, só vos posso dizer, do fundo do coração, vejam-na. Como dizia um amigo sempre que se entusiasmava com alguma coisa, fosse realmente entusiasmante ou não, «eu nunca vi nada assim, caralho!»

O parágrafo supra, é uma transcrição do que o Marco escreveu. A primeira coisa que me apraz dizer é que concordo, pois «eu nunca vi nada assim, caralho!»

São duas temporadas de três episódios cada. Mais uma emissão especial de Natal. É, portanto, uma série pequena. Mas absolutamente viciante e genial.

O primeiro episódio não me causou a melhor das impressões, devo confessar. Na medida em que talvez estivesse à espera de outra coisa. É um episódio com um humor negro notável e com uma coragem e atrevimento que me apanhou de surpresa. É também bastante desconfortável mas, no final, fiquei com um sabor agridoce na boca.

Black Mirro 2

Agora, o segundo episódio agarrou-me completamente. Tem, talvez, um dos discursos mais profundos relativamente à “dormência” que ”assola” o mundo. Cheguei ao fim do episódio «Fifteen Milion Merits», completamente arrasado. Com a minha boca aberta de espanto e com vontade de bater palmas.

Bravo!

Cada episódio de «The Black Mirror» é independente. As histórias são sempre diferentes, mas partilham o mesmo tipo de humor negro e corrosivo, as mesmas subtilezas e metáforas. A mesma inteligência em abordar os problemas da nossa dependência, cada vez maior, na tecnologia. A mesma inteligência em falar da nossa ausência generalizada em expressarmos os nossos sentimentos. É dramática no absurdo de situações que podem vir a acontecer daqui a uns anos.

Na sua essência é ficção-científica. Os episódios passam-se num futuro não muito distante, creio eu. Aliás, a forma como mostram esse possível futuro é mais um dos pormenores de luxo da série. Utilizam as ideias e efeitos especiais em função do argumento e não por puro espetáculo visual.

Black Mirror 3

É única na sua abordagem, é provocadora, interessante, inteligente, desconfortável, bem escrita, realizada e interpretada. Está à frente do seu tempo e arrisco em dizer, profética no futuro que mostra.

«The Black Mirror» é mesmo do caralho!

One thought on “The Black Mirror, um espelho negro da sociedade

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