X-Men: Days Of Future Past (2014)

X-Men Day Of Future Past

A saga «X-Men» passou-me ao lado, devo dizer. Até ao dia em que vi «X-Men: First Class». Filme que comecei a ver sem grandes expetativas, mas que me surpreendeu imenso.

Estava, por isso, esperançado que fosse ter outra boa surpresa com «X-Men: Days of Future Past», mas, não foi bem o que aconteceu.

Nem me estou a referir aos óbvios paradoxos temporais, que minam logo qualquer credibilidade que o filme possa dizer que tem. Claro que um filme com mutantes que manipulam ferro, controlam mentes e tem «ferros» a sair das mãos, não é propriamente realista.

Mas isso de viajar no passado para alterá-lo é sempre uma parvoíce. Porque se o viajante altera algum evento passado com o objetivo de mudar o futuro, assim que o fizesse deixaria de existir o motivo original e consequentemente a própria viagem.

Mas vamos acreditar que a viagem do Wolverine criou uma realidade alternativa àquela em que existia antes de recuar no tempo.

E, já agora, porque raio não recuaram o mutante uns anos mais? Para uma altura em que o Dr. Bolivar Trask, o grande responsável pelo futuro sombrio mostrado no filme, ainda fosse uma criança. Ou ainda mais novo, para apagá-lo da existência. Pouparia muito trabalho.

De qualquer maneira, esses pormenores podem ser «esquecidos», para que se aprecie a história.

Coisa que não aconteceu comigo, de forma satisfatória. O filme não me conseguiu cativar da mesma forma, que o seu antecessor, por exemplo. Acho que os protagonistas não tiveram a mesma força, assim como houveram alguns momentos questionáveis.

Mas, «X-Men: Days of Future Past» não é um mau filme. Longe disso. É um blockbuster com excelentes efeitos especiais, uns inimigos espetaculares (as sentinelas), ótimos atores (tive pena que Peter Dinklage fosse tão subaproveitado), alguns momentos interessantes e, na generalidade é uma entrada sólida no franchise.

Faltou-lhe, quanto a mim, um bocadinho mais de «coração». Eu sei que é uma justificação um bocado idiota. Mas foi o que senti. Não fiquei tão importado com o que estava a acontecer, e foi pena.

ps: É de mim, ou o Quicksilver é tão poderoso que bastava que lhe dissessem onde estava a Mystique, para a ir buscar sem que ninguém pudesse fazer nada? Ficava tudo resolvido num ápice.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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