Lucy (2014)

Lucy

Eu não tenho nada contra ficção. Nem contra ficção disfarçada de fatos reais, baseada em mitos refutados pela comunidade científica. Nada mesmo. No meio de invenções, pode estar algo agradável aos sentidos e passível de me proporcionar bom entretenimento.

É por isso que consigo ver filmes com paradoxos temporais, e também outros, que utilizam a premissa: “os humanos utilizam apenas 10% da capacidade do seu cérebro. Imaginem se utilizassem os 100%!”

Lucy, de Luc Besson, é um filme que quer perpetuar esse mito dos 10%. Assim como Limitless, isso pode dar azo a situações apenas limitadas pela imaginação do autor. Ora se, com 10%, fomos capazes de ir à lua, imaginem se utilizarmos 10 vezes mais da nossa massa cinzenta.

Seríamos um Deus, não?

E o que faríamos?

Imaginem as possibilidades! Mas não se entusiasmem muito, pois poderão ficar desiludidos, se não as conseguirem ver em Lucy.

Na verdade, o filme até começa bem. Bom ambiente e tal, mas depressa começa a enveredar por caminhos, digamos que, demasiado ridículos e inverosímeis. Sem falar nas incongruências e facilitismos.

Pois se Lucy tem todo aquele poder e com ele tira a vida a um taxista inocente, no momento a seguir, decide poupar um vilão da pior espécie.

“Nós, na realidade, nunca morremos. Certo?”

Pois se Lucy começa a desaparecer aos poucos, graças à droga que lhe permitiu utilizar os restantes 90% do cérebro, nada melhor que comer mais um bocado para deixar de desaparecer.

Pelo meio muitos socos e pontapés. Tiros em doses industriais. E uma Scarlett Johansson a partir tudo. E a sorte do filme é mesmo a atriz, que consegue ter uma interpretação interessante.

Morgan Freeman também lá está, mas foi mal desenvolvido, especialmente no final.

De resto, existe por ali muita confusão. É entretenimento desmiolado que se quer fazer passar por inteligente. O final até tem alguns momentos interessantes, mas pareceu-me demasiado apressado.

No final, ficam algumas (poucas) boas ideia, Johansson a evitar que o filme descarrile completamente, bons efeitos especiais, e a certeza que, os segredos do Universos, caberiam numa pen usb.

Mas, ignorando toda a parvoíce, dá para entreter satisfatoriamente. Não é ilógico que diga isto, após tudo o que escrevi?😎

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

1 thought on “Lucy (2014)”

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