Este filme começa logo da melhor maneira possível, com uns créditos iniciais espantosos, onde vemos a viagem de uma bala, desde o início, onde é produzida, até ao seu destino final, na cabeça de alguém.

É uma metáfora excepcional, que resume muito bem Lord Of War.

Yuri Orlov (Nicolas Cage), apercebe-se, a dada altura da sua vida, que pode fazer dinheiro com armas. Muito dinheiro, aliás. Decide então, enveredar pelo tráfico de armas. Começa por baixo, negociando com pequenos gangues, mas, com muita astúcia e inteligência, depressa se vê a vender armas aos ditadores mais perigosos do mundo.

Nós vamos ver muitas peripécias dessas negociatas ilegais e descobrir um bocado desse mundo obscuro do tráfico de armas. No final vamos perceber que, na realidade, a guerra é mais um negócio.

E é exactamente como Yuri Orlov descreve o que faz. Ele sabe, perfeitamente, que o que faz, para além de ser ilegal, só traz desespero ao mundo. Mas é a única coisa que faz bem, como ele a certa altura diz.

Ele não se envolve nas guerras. Nem sequer quer que as pessoas se matem umas às outras. Para ele o que interessa é negociar e fazer rios de dinheiro.

O seu irmão, Vitaly Orlov (Jared Leto), que o vai ajudando a seu pedido, já não pensa bem assim, uma vez que não consegue ficar indiferente à maldade que vai vendo. Ainda por cima, quando sabe que as balas que vendem, vai servir para tirar muitas vidas.

O final é muito pertinente. Uma amostra do que é o mundo real. Como ele diz:

O Presidente dos EUA, envia mais mercadoria num dia, que eu durante um ano. E é embaraçoso para ele, ter as suas impressões digitais nas armas. Às vezes, ele precisa de pessoas como eu, para suprir aqueles que não pode ser visto a suprir. Dizem que eu sou o mal. Infelizmente, sou um mal necessário.

Lor Of War, é um filme muito interessante, que mostra como se fazem guerras. Que mostra de onde vêm as armas e pior, porque vêm.

É uma mensagem muito forte, que deixa ainda mais a sua marca, muito por causa das excelentes interpretações de Nicolas Cage e Jared Leto. Sem esquecer, claro, Ethan Hawke e Bridget Moynahan.

A ver.

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