The Guest (2014)

The Guest

Adam Wingard realizou em 2011 um filme de terror (You’re Next), que conseguia ter um certo carisma. Os seus twists e tentativas de fazer algo diferente no género slasher, saturado dos mesmos clichés de sempre, deram-lhe algum reconhecimento.

Reconhecimento que, talvez, venha a conseguir manter (quiçá, aumentar), com este The Guest.

A história do filme, ou melhor, a sua premissa base, é muito simples. Um jovem militar, David (Dan Stevens), apresenta-se à família Peterson, como sendo um amigo do filho deles, que morreu em combate.

Após as normais mensagens de despedida que o seu amigo lhe tinha dito para dizer, a mãe (Sheila Kelley), pede-lhe que fique durante uns dias lá em casa. Assim acontece.

À medida que a premissa se vai desenvolvendo, vamos percebendo que David, se calhar, não tem as melhores intenções. E que não é bem aquilo que aparenta ser.

É certo que é extremamente simpático e afável, mas existe alguma coisa no seu olhar que inspira alguma dúvida e receio. Atitudes estranhas, provocações e um sentido de anarquia começam a ser espalhados pela casa.

Temos uma boa interpretação de Dan Stevens que consegue, de facto, mostrar os dois lados da personagem. A simpática e aparentemente normal, e depois a fria, sem qualquer tipo de código moral.

A música também é interessante. Se bem que, em alguns momentos, me pareceu ser mal utilizada.

A ação é, quase sempre, boa (algumas cenas são over the top,mas que se lixe! É para o espetáculo), mas o argumento tem algumas falhas e buracos. No entanto, isso até pode não interessar muito aqui, pois o objetivo do filme é mesmo entreter.

Poderia ter falhado redondamente, caso o protagonista não fosse carismático o suficiente, mas Dan Stevens segurou muito bem o papel. Ameaçador e suave quase ao mesmo tempo. Uma espécie de exterminador hipnótico.

The Guest, é um filme que me fez lembrar, por exemplo, Drive. Não é tão bom, é verdade, mas é suficientemente cativante para se ver até ao fim, sem que fiquemos particularmente aborrecidos.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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