Teenage Mutant Ninja Turtles (2014)

Teenage Mutant Ninja Turtles

Era uma boa oportunidade para trazer as quatro tartarugas mutantes, para a ribalta cinematográfica.

A trilogia original, em live action, parece que aconteceu há já imenso tempo, e uma modernização, com a ajuda de uma melhor tecnologia, poderia resultar muito bem.

Era hora de passar o testemunho!

No entanto, vários pormenores foram assustando os fãs destas personagens criadas por Kevin Eastman e Peter Laird. Um dos principais, era ter o nome de Michael Bay associado.

Toda a gente sabe que Michael Bay é o demónio destruidor de memórias de infância :)!

Depois, saíram os primeiros rumores que esta adaptação iria ser um bocadinho diferente. Nomeadamente, que as tartarugas seriam extra-terrestres!

Mas, o pior ainda estava para vir! Eis que é mostrado, pela primeira vez, o aspeto final dos mutantes verdes, “viciados em pizza”!

Cowabunga, motherfucker! Todo o meu mundo (e dos criadores), foi abalado por tal visão. Porque raio, não fizeram eles isto?

De qualquer maneira, apesar de ter quase a certeza que iria violar as minhas memórias, decidir ver o filme.

Foi só para confirmar, mesmo, pois Teenage Mutant Ninja Turtles é um filme fraco. E não só como adaptação.

Desequilibrado no argumento, sem saber bem o que quer ser. Sofre do síndrome de câmara tremida, explosões e barulhos ensurdecedores, só porque é mais cool. Tem personagens completamente ocos e sem qualquer interesse (Shredder é o exemplo mais gritante).

Compreendo perfeitamente que queiram modernizar as tartarugas. Seria tolerável que fizessem algumas pequenas mudanças, mesmo no design. No entanto, as liberdades tomadas tornaram tudo demasiado esquisito, inconsistente, com aquele aspeto de desespero por querer ser fixe e cool e sem o tom mais negro que caracterizava as bandas desenhadas.

É um filme fraco. Quero mandar, amigavelmente, aos responsáveis pelo filme, à merda.

ps: Gostei especialmente, do momento em que April O’Neil decide enviar as tartarugas para o esgoto. Porque ficar com elas, seria demasiado mainstream. E, Michelangelo, se não percebeste o final de Lost, é porque és burro.

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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