Drive (2011)

Drive

Lembro-me de ter lido várias opiniões positivas acerca de Drive, quando estreou por cá em 2011. Fiquei curioso na altura, mas não cheguei a ver o filme.

O tempo foi passando, até que há uns dias atrás, estava a ver televisão e apercebi-me que ia dar o filme. Foi um acaso, mas decidi aproveita-lo e, finalmente, ver se gostava deste filme de Nicolas Winding Refn.

Em Drive, a personagem principal (Ryan Gosling), é um mecânico e duplo de Hollywood, que também faz uns trabalhinhos extra por fora. São trabalhos ilegais, roubos, onde ele apenas e só, conduz.

Ele não se envolve muito com os restantes parceiros desses trabalhos, e segue as suas próprias regras. Faz aquilo a que se propõe, que é conduzir um carro, para fugir do local.

Quando a vida parece que lhe vai começar a correr bem, a personagem de Ryan Gosling começa a envolver-se emocionalmente com uma vizinha. E a partir daí, os problemas começam a surgir.

Tenho-me referido como “Ele” ou a “personagem de Ryan Gosling”, porque ele não tem nome no filme.

É um indivíduo estranho e muito sui generis. Aparentemente parece ser um morcão, pois é um sujeito de poucas palavras e extremamente calmo. Parece ser aquele gajo que passa despercebido, que está sempre calado, sem se meter com ninguém.

No entanto leva uma vida dupla. De bastante risco. E, à medida que o filme vai avançando, percebemos que, afinal, ele não é nada morcão. Longe disso. É um filho da mãe bastante duro, sem medo, disposto a tudo para proteger aqueles que mais gosta.

Ryan Gosling construiu uma personagem fascinante, devo dizer. Incrivelmente cativante, misteriosa e muito, mas muito diferente da maioria das personagens dos filmes modernos. A sua atuação é, sem dúvida nenhuma, uma das grandes mais valias deste filme.

O elenco secundário também o ajuda, com destaque para Bryan Cranston, Ron Pelman, Carey Mulligan e Albert Brooks.

O realizador de Drive é o mesmo de Valhalla Rising. Já vi Valhalla Rising há bastante tempo, no entanto, lembro-me de ter achado o filme uma seca descomunal, mas excelente em termos técnicos.

Em Drive, a parte técnica continua excelente. Realização muito boa, com momentos extremamente violentos (um dos headshots mais fantásticos que já vi está neste filme) e outros incrivelmente calmos e doces.

Todos eles complementados com uma deliciosa banda sonora retro.

A conjugação da realização com a música é feita de uma forma muito própria, que dá ao filme uma personalidade forte e única. Parabéns a Nicolas Winding Refn. Gostei muito do seu trabalho neste filme.

Por vezes, Drive, é um céu limpo, em que o sol brilha intensamente, sem qualquer tipo de brisa, para a seguir se tornar numa tempestade cinzenta, onde o sol desaparece e as nuvens deslizam no céu empurradas por ventanias fortes.

E é também um filme com o seu próprio ritmo e personalidade. Uma obra independente incrível. Uma experiência visual e sonora, como poucas. Um filme que, provavelmente, tornar-se-á de culto.

Compreendo perfeitamente que seja um filme que afaste muita gente. O estilo utilizado foge um bocado dos padrões geralmente utilizados. Pessoalmente, gostei bastante.

E recomendo-o.

imdb trailer

★★★★★★★★☆☆

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

2 thoughts on “Drive (2011)”

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