Começou o freak show

AHS Freak Show

Começou recentemente a quarta temporada de American Horror Story (AHS). A minha primeira reação foi de pura indiferença. Gostei bastante da primeira temporada, a segunda nem tanto, mas a terceira minou toda a minha confiança no futuro da série.

A verdade é que AHS, para mim, tinha-se perdido em clichés, exagero e tinha-se tornado numa confusão de histórias que, de terror, tinham muito pouco.

No entanto, decidi espreitar o primeiro episódio. As expectativas estavam muito baixas. Melhor dizendo, não tinha expectativas e por isso mesmo, o pior que podia acontecer, era perder 40 minutos da minha vida. O que até se formos bem a ver, é bastante grave.

Minutos iniciais sem grande impacto, mas notei logo a atenção dada ao ambiente que pretende retratar os anos 50. Interessante.

Depois, começa o show, ou melhor, o freak show.

Esta nova temporada tem como pano de fundo, os Estados Unidos dos anos 50, onde um grupo circense, liderado por Fräulein Elsa, se encontra em grandes dificuldades financeiras.

O espetáculo tem como atração freaks, ou seja, humanos com diversas anormalidades físicas. Temos uma mulher barbuda, mulheres minúsculas, homens com braços de peixe. Estão a ver o género?

Mas parece que ninguém está interessado em assistir a um circo com tais personagens. Isto até Elsa encontrar alguém incrível. Uma pessoa com uma diferença extraordinária, que ela acredita irá mudar os destinos do espetáculo.

AHS Freak Show 2

Trata-se de Bette e Dot. Um corpo com duas cabeças, com personalidades diferentes entre si.

Para além desta bizarrice toda, vamos acompanhar também um palhaço serial killer, com problemas mentais, verdadeiramente arrepiante. E quando digo arrepiante, digo-o no bom sentido. É um palhaço capaz de provocar pesadelos com o seu sorriso, expressão e comportamento doentio.

Foi um primeiro episódio interessante. Notei algum cuidado na estética, especialmente a do palhaço. Já falei do palhaço?

Achei um bocado esquisita a mulher de duas cabeças. Será uma das personagens principais, e Sarah Paulson está excelente nas interpretações, mas o CGI usado torna aquilo um pouco off.

O ambiente também me parece estar melhor que a temporada anterior. Não vi tantas tremidelas de câmara, nem momentos chocantes só porque sim. O palhaço está genial e aquele sorriso é mesmo medonho.

Alguns momentos gráficos que servem a história e sim, parece-me que tem pernas para andar.

Espero sinceramente que não comecem a incluir arcos narrativos desnecessários, e que apostem mais num ambiente opressivo e demente. Deixem de lado os momentos em que tentam chocar só porque sim, e que tenham planeado um desenvolvimento coerente com o que apresentaram aqui.

Uma palavra de apreço para os atores que estão bastante bem nos papéis, especialmente Sarah Paulson, Jessica Lange,Kathy Bates e Evan Peters. Ah, e gostei do regresso de uma personagem velha conhecida, para quem acompanhou a segunda temporada.

Fiquei curioso, e vou acompanhar. Até ver, digo eu.

E o palhaço? Aquele palhaço é mesmo demente e bastante perturbador.

AHS Freak Show 4

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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