Crítica – Aliens (1986)

Aliens

Em 1979 Ridley Scott trouxe para o cinema uma das personagens mais marcantes da ficção-científica. Com a premissa, no espaço ninguém te consegue ouvir gritar, deu vida a um ser extremamente hostil, com ácido em vez de sangue, que aterrorizou a tripulação de uma nave.

A verdade é que o ser negro não passava de um homem dentro de um fato de borracha, mas o talentoso realizador soube criar um ambiente tenebroso e opressivo. Alien tornou-se num clássico do horror e da ficção-científica e, como tal, o mais certo era surgirem sequelas para aproveitar o universo criado.

Demoraram alguns anos, mais concretamente 7, para que alguém pegasse na personagem saída da mente de H.R.Giger e Dan O’Bannon, trazida á vida por Scott. O responsável foi James Cameron, que na altura não era um midas, mas que começava a chamar á atenção. É que antes de Aliens, Cameron tinha criado outra das personagens marcantes da ficção, o Exterminador Implacável.

As sequelas costumam ser assombradas pelo “não vão superar o original” e, geralmente, isso acaba por tornar-se realidade. No entanto, Aliens faz parte daquele lote restrito de sequelas que não envergonham o material original.

É um pouco diferente na sua abordagem. Enquanto Alien era mais opressivo e claustrofóbico, onde se apostou mais no suspense e na antecipação, Aliens foi mais aberto e mexido. Apesar de existir mais barulho, tiros e explosões, não foi esquecido o suspense. Em alguns momentos, a tensão é quase palpável.

Esta diferenciação foi uma boa aposta por parte de Cameron. Assim não ficou demasiado colado ao ambiente do primeiro, tornando tudo mais interessante.

Por falar em interessante, Cameron teve a ousadia de apresentar uma nova “espécie”. E, se os Xenomorfos já impunham respeito, o que veio pela sua mão elevou as coisas para outro patamar.

Aliens funciona não só devido á mestria de James Cameron, mas também muito por culpa dos efeitos especiais. Apesar dos 28 anos ainda se mantêm muito atuais. Existem ali um ou outro momentos, onde já se nota a idade, mas no geral continuam impressionantes.

E depois temos um elenco excecional, encabeçado por Sigourney Weaver em grande forma a cimentar Ripley como uma das melhores personagens do género.

Os Xenomorfos, criatura altamente hostis, que povoam o imaginário de muitos fãs, tiveram nesta continuação do original de 1979, um tratamento digno. É uma sequela á altura e um dos melhores filmes de ficção-científica do cinema. Recomendado.

imdb trailer

Poster Aliens

★★★★★★★★★☆

My mommy always said there were no monsters – no real ones – but there are.

4 thoughts on “Crítica – Aliens (1986)

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