Crazy, Stupid Love (2011)

Crazy, Stupid Love

As comédias românticas, normalmente, enveredam sempre por caminhos já trilhados. Utilizam sempre estereótipos e são demasiado lamechas, sempre em busca da lágrima fácil e de um romantismo falso e só visto em sonhos cor-de-rosa.

Foi por isso que fiquei agradavelmente surpreendido com Crazy, Stupid Love.

Também tem alguns lugares comuns e utiliza clichés pelo meio, mas, a forma como trata os seus personagens é bem mais real e orgânica, que a maioria do género.

A história começa com um pedido de divórcio feito por uma mulher (Emily Weaver, interpretada por Julianne Moore) já nos quarenta anos, que apanha de surpresa o marido (Cal Weaer, interpretado por Steve Carell).

Cal sente o seu mundo desabar e, a maneira que encontra para lidar com a desilusão, passa por ir beber para um bar. Aí encontra um mulherengo (Jacob Palmer, interpretado por Ryan Gosling), que passa a vida a engatar mulheres nesse mesmo bar. Jacob decide ajudar Cal a ultrapassar a tristeza, fazendo com que ele recupere a confiança e comece a esquecer o passado, utilizando outras mulheres para o efeito.

Esta é a premissa base do filme. No entanto, existem outras personagens a acompanhar. Aliás, são diversas histórias paralelas que ocorrem. E, todas elas, são desenvolvidas na medida certa.

É isso que faz este filme ser interessante.

Mostra as diversas formas com que as pessoas lidam com o amor. Ainda que muito diferentes umas das outras, todas elas procuram o mesmo. Aquela pessoa especial com que não nos importamos de partilhar a vida.

É tudo bastante genuíno e divertido. As personagens tem falhas e cometem erros. Não são perfeitas. E o romance não é sempre cor-de-rosa. Existem altos e baixos.

Não existem vilões e, ás páginas tantas, damos por nós a torcer por todos eles.

A personagem interpretada por Gosling é o melhor exemplo. É um mulherengo desprezível. Passa a vida a engatar mulheres mas, mais para a frente, percebemos que no final de contas é apenas alguém que se sente infeliz pela vida que leva.

O carisma do elenco (que tem ainda Emma Stone, Marisa Tomei e Kevin Bacon) sente-se e funciona. Somos cativados por toda aquela loucura e percebemos que o amor é, realmente, algo estúpido e louco. Mas necessário, e que vale a pena ser defendido.

A parte final, do discurso, penso que tirou um bocado de qualidade. O twist, momentos antes, foi bem executado e funcionou, mas a coisa foi demasiado esticada.

De qualquer maneira, Crazy, Stupid Love é surpreendentemente ternurento e divertido.

Uma boa surpresa.

Imdb Trailer

Poster Crazy, Stupid Love

★★★★★★★☆☆☆

I’m so mad at you. I’m really mad at you for what you did. But I’m mad at myself too. Because I should not have jumped out of that car – I should have fought for you. Because you fight for your soul mates.

One thought on “Crazy, Stupid Love (2011)

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