Indie Game:The Movie

Jogos Indie são jogos criados por pequenas companhias ou, e até acontece muitas vezes, apenas por uma pessoa. São independentes e normalmente não tem apoio, seja ele monetário ou publicitário.

São, basicamente, fruto de gente apaixonada pelo género que não liga muito ás tendências do mercado e que oferecem inúmeras vezes experiências gratificantes e diferentes.

Indie Game: The Movie, é um documentário que mostra um pouco do que é ser Indie. Mostra as ambições e a esperança, por vezes cega, de pessoas que, como eu, cresceram a admirar a beleza dos grandes jogos, que o seu jogo venha a ser experimentado e desfrutado por outros jogadores como eles.

Na sua essência, este documentário é uma ótima campanha anti-pirataria para o género. E não se é preciso ser jogador para se entender e gostar.

Sou um enorme fã de jogos independentes – a minha fase Indie já passou (bons tempos a utilizar o RPG Maker) – e compreendo perfeitamente a frustração e a dificuldade que é criar e mostrar ao mundo uma visão que é nossa, através de sprites e polígonos. Como a certa altura do documentário é dito, uma das maiores desilusões acontece quando as pessoas experimentam e não conseguem perceber a mensagem do jogo.

O documentário foca-se, principalmente, em Jonathan Blow, autor do brilhante Braid, na equipa por detrás do excelente Super Meat Boy e em Phil Fish, responsável pelo criativo Fez.

Este três jogos são uma espetacular montra para os jogos independentes, mas mostrar um pouco do processo criativo envolvido, assim como as motivações pessoais, todas as angústias, frustrações, dificuldades que, eventualmente, culminam no prazer e alegria de ver o seu trabalho partilhado, de uma forma genuína, é o que torna o documentário numa experiência inspiradora e que vale bem a pena em ser acompanhada.

A devoção de cada uma das pessoas para com os seus jogos é incrivelmente fascinante e é uma amostra bem forte de como nós, jogadores, devemos apreciar estes jogos e agradecer a quem deu tanto de si.

É uma celebração muito pessoal ao maravilhoso mundo Indie e por isso recomendo-o vivamente, especialmente a quem for fã.

Tommy Refenes: The things I’ve sacrificed are social. You kind of have to give up something to have something great.

imdb trailer

8/10

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