
Cara Harding é uma psiquiatra forense que, a pedido do seu pai, começa a consultar um jovem paraplégico, de nome David, aparentemente normal.
Rapidamente o “aparentemente normal” desaparece e David revela ter múltiplas personagens, sendo que essas personagens parecem pertencer a pessoas mortas…
Encabeçado por Julianne Moore, que faz de psiquiatra, Shelter começa bem, mas acaba mal. Quer dizer, na minha opinião, pois certamente haverá quem gostará do rumo que o filme vai levando á medida que se aproxima do final.
É que no início parece tratar-se de um thriller psicológico, bem misterioso e intrigante, mas que aos poucos vai mudando e acaba num thriller fantástico com o tema “possessão” a marcar forte presença.
A verdade é que até gosto bastante do tema. As possessões demoníacas sempre me intrigaram. Mas Shelter acaba por não se destacar e é muito previsível.
Julianne Moore está bem no seu papel. Inicialmente cética, aos poucos vai acreditando que existem forças estranhas que não são bem deste mundo. No final, como é óbvio, já acredita piamente em possessões (especialmente após saber que a sua filha corre perigo de vida, como não poderia deixar de acontecer neste tipo de filmes).
A sua mudança, contudo, não soa a forçada e é agradável de se acompanhar.
Outro dos pontos de interesse reside em Jonathan Rhys Meyers, que vai interpretando vários personagens diferentes, recorrendo maioritariamente a trejeitos e ao tom da sua voz.
Nota-se claramente quando se encontra possuído e isso deve-se a um bom trabalho de representação.
È um filme fraco, mas que se vê bem. Certamente agradará (e possivelmente assustará) a quem gostar do tema. Mas se não o virem, também não perdem grande coisa.
O grande problema dele foi ter começado tão bem, para depois se perder em clichés, facilitismos e muita previsibilidade.

Mrs. Bernburg: Your books may have failed you, but God has not.
5/10
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