Retrolgia #3

O meu terceiro artigo dedicado á minha nostalgia retro, vai para um jogo da Genesis/Mega Drive. Um jogo muito subestimado, lançado em 1993 por uma companhia genial chamada Treasure. Falo, mais concretamente, de Dynamite Headdy.

Dynamite Headdy (DH), é um jogo incrivelmente original, repleto de pormenores deliciosos e com uma jogabilidade quase perfeita.

A história é bastante básica, mas de acordo com os standards da época neste género. Headdy, o herói que controlámos, um dia ao chegar á sua cidade, descobre que esta foi tomada por um fantoche demoníaco. Resta-lhe tentar destruir esse demónio e restabelecer a paz no reino dos fantoches.

Envolve fantoches e mais fantoches, sendo que alguns níveis decorrem em palcos de teatro. Diferente, no mínimo, não?

A verdade é que o que geralmente mais interessa, ou interessava, nas plataformas, era a qualidade da jogabilidade. E ela, aqui, é fabulosa.

Graficamente, DH foi bastante arrojado na sua abordagem. Quando saiu, impressionou pela forma como apresentava os vários níveis. Colorido, com sprites bem animados e originais, o seu motor de jogo continha várias técnicas pouco comuns, inclusive efeitos em 3D, na maioria dos jogos. Quem o experimentou quando saiu que o diga!

A jogabilidade é desafiante, mas ao mesmo tempo muito viciante. O conceito mais peculiar dela, é o fato de termos que mudar a cabeça do nosso herói, se quisermos levar a bom porto a nossa aventura. Com isto quero dizer, que a arma utilizada pelo Headdy é a sua cabeça. Esta pode ser trocada e existem 18 formas diferentes!

Aqui também entra a parte estratégica da coisa, uma vez que para ultrapassarmos certas partes de certos níveis, temos que escolher a cabeça certa. Algumas cabeças específicas também funcionam melhor em certos bosses.

Ah, e não esquecer que a sonoplastia também é bastante boa. Algumas melodias conseguem ficar no ouvido e outras elevam o momento que estamos a jogar, tornando tudo bem mais emocionante. E o que dizer das vozes, perfeitamente digitalizadas? A parte mais irritante desse pormenor das vozes, é quando um sujeito que, supostamente, nos deveria ajudar, começa a repetir desenfreadamente Target.

Como em grande parte dos videojogos da era 8 e 16 bits, DH é extremamente difícil de passar á primeira. A coisa começa a entrar em níveis desesperantes a partir do nivel 6, mas só assim é que nos sentimos recompensados quando derrotados algum boss, ou quando terminamos uma parte especifica desse mesmo nível.

Dynamite Headdy é um jogo extremamente original, que merece muito mais reconhecimento que o que obteve.

Momento marcante: A primeira vez que defrontei o boss Spinderella.

[imagens:Hardcore Gaming 101]

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