Man on the Moon é uma biografia da mais excêntrica, destemida, genial e inclassificável figura da história do espetáculo dos Estados Unidos da América, Andy Kaufman→.

Kaufman morreu com apenas 35 anos, em 1984, com um cancro, deixando atrás de si um legado que tem tanto de estranho como de genial.

O “song and dance man“, como se apelidava, teve participações no lendário programa Saturday Night Live, um papel secundário→ na série de televisão Táxi, um alter ego tresloucado, irritante e cantor (bem desafinado) de cabaret chamado Tony Clifton→, uma série de performances que variavam entre o desconcertante, o original e o inesperado, pois Kaufman tanto podia ler The Great Gatsby do início ao fim com pronúncia Inglesa, como imitar Elvis Presley na perfeição.

Entre várias outras imitações embaraçosas e propositadamente más.

Também promoveu várias sessões de luta-livre com mulheres, onde ele as atiçava com ataques machistas, para virem combater. Protagonizou, ainda, meia-dúzia de escândalos televisivos em direto, e ainda manteve a reputação de não ter identidade própria, mas sim as das várias personagens que assumia em público e privado.

É um filme que poderá ser um bocado difícil de ver e, no meu entender, não é para todos. Se conseguirem passar os primeiros dez minutos (um início que prepara quem está a ver para o que aí vem), e ainda por cima gostarem do que viram, então não percam o resto do filme, porque vale mesmo a pena.

Jim Carrey teve neste filme a atuação de uma vida. Irrepreensível, perfeita e inspiradora. Aqui prova de forma cabal que é um ator de primeira linha e não apenas o “palhaço”, ou o Ace Ventura. Lamentavelmente, ainda hoje esse estigma persiste e Carrey foi sempre colocado um pouco de lado.

O elenco secundário está também de parabéns, pois dão o suporte necessário a Carrey, mas também conseguem “brilhar” nos respetivos papeis. Nesse elenco constam nomes como, Danny DeVito, Paul Giamatti e Courtney Love.

Depois tem a direção de Milos Forman, responsável por Amadeus→ ou One Flew Over the Cuckoo’s Nest e a banda sonora a cargo dos REM. Coisa pouca, portanto.

Este filme marcou a minha adolescência, por diversas razões. A principal, foi ter simpatizado com Andy Kaufman de tal maneira, que fiquei bastante emocionado com o final do filme. Hoje talvez não tenha tanto impacto em mim, mas ainda assim continua com um dos meus favoritos.

É um filme que vale a pena. Vale muito a pena.

imdb trailer

9/10

5 thoughts on “Man on the Moon (1999)

  1. A par de “The Truman Show”, é dos melhores filmes de sempre de Jim Carey. Concordo com as observações sobre a indiferença que sempre se abateu sobre este grande actor.
    Quantas vezes já disse a mim mesmo que ele seria um perfeito apresentador de cerimónias dos Oscars, tamanho é o talento dele e a capacidade de fazer de tudo um pouco, sempre com grande humor e tremenda presença. Este “Man On The Moon” transmite-me essa ideia até… em palco ele deve ser capaz de tudo!

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