Se for a resumir, apesar de poder ser redutor, Scott Pilgrim VS. the World na palavra Geek – e isso começa-se logo a ver com o logótipo e a música em 8-bits da Universal – , então só posso concluir que existem muitos Geeks espalhados por esse mundo fora. Um salto ao IMDB e ao Rotten Tomatoes suportam esta minha afirmação.

Geek ou não, a verdade é que este filme é bastante  fresco na sua abordagem e um verdadeiro paraíso de referências nostálgicas para quem for um fã old-school da Nintendo.

Desde os trechos sonoros retirados do saudoso The Legend of Zelda/The Legend of Zelda – A Link to the Past,  ou até o valor de 2,50 dólares que Scott ganha quando elimina o seu primeiro adversário, pois para quem não sabe, esse valor ganhava-se ao derrotar certos inimigos no jogo River City Ransom.

Curiosamente, o jogo baseado neste filme não saiu  para nenhuma consola da Big N.

A história é do mais irreal que existe. Scott Pilgrim é um jovem de 23 anos que vive com o seu amigo gay. Desempregado, vai passando o seu tempo evoluindo como baixista numa banda de garagem chamada Sex-Bob-omb – olá Nintendo, mais uma vez – e também conquistando os corações de várias jovens.

Numa altura em que começa a namorar com uma chinesa chamada Knives Chau, Scott tem um sonho bastante idiota onde surge uma rapariga misteriosa que o deixa completamente louco. Para piorar a situação, a tal rapariga afinal existe mesmo, e chama-se Ramona Flowers.

Scott dá azo ao seu incrível poder de sedução para conquistar a jovem, conseguindo-o até. No entanto a trama adensa-se, pois ele terá que derrotar os 7 ex-namorados da Ramona para continuar o namoro e, eventualmente, conseguir faturar… E os 7 ex-namorados são bastante maléficos.

E pronto. Scott vai ter que andar á batatada no mais puro estilo Street Fighter, com direito a pontuação e moedas por cada mauzão que derrota e consequente subida de nível. Aham, para quem ainda não percebeu, este filme tem referências a videojogos por todos os lados.

Mas não só! Scott Pilgrim Vs. the World é um videojogo, uma Banda Desenhada e um musical, devido ao uso constante de efeitos gráficos, onomatopeias e da já referida banda Sex-Bob-omb.

Na parte visual, este filme surpreende constantemente. É arrojado, fresco e completamente louco na abordagem. A história, apesar de irreal, tem momentos muito bons e está repleta de um humor extremamente peculiar. Foram inúmeras as situações que me fizeram soltar umas gargalhadas valentes.

O elenco foi bem escolhido, com claro destaque para Mary Winstead. Gostei de Michael Cera, mas acho que não sobressaiu como deveria em alguns momentos. Kudos também para o excelente elenco secundário.

Edgar Wright criou um filme bastante peculiar. Certamente que não agradará a toda a gente, mas tem que se dar crédito ao arrojo e, porque não, coragem em realizar um filme assim tão… Geek.

Gostei. Especialmente dos primeiros minutos, pois não estava nada á espera de uma coisa assim. No entanto, acho que o filme vai perdendo força e dei por mim a ficar saturado de tanto “exagero” , Geekness e do facto de tornar-se algo repetitivo com as batalhas. Mas isto sou eu. Com vocês, pode ser bem diferente.

Uma coisa é certa: este Scott Pilgrim Vs. the World é um delírio de filme!

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7/10

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