Thor (2011)

Thor, a personagem criada por Stan Lee,Larry Lieber e Jack Kirby inspirada no Deus homónimo da mitologia Nórdica, teve direito a uma adaptação ao cinema pelas mãos de Kenneth Branagh. Como seria de esperar, o filme é um típico blockbuster, com muito CGI, explosões e barulho á mistura.

A história é a seguinte: Thor é filho de Odin, Deus supremo do fantástico reino de Asgard. Apesar de ser o sucessor no trono, Thor tem uma personalidade difícil, muito pouco madura, sempre em busca de forçar a aceitação das suas ideias.

Numa atitude bastante irrefletida e desobedecendo a Odin, Thor, munido do mítico Mjolnir, reacende um antigo conflito, com uma raça que em tempos ameaçou a paz no cosmos. Zangado com a atitude do filho, Odin bane-o para longe de Asgard. Para um reino longínquo. Um reino azul, localizado na via láctea…

A história não é nada de especial e não está muito equilibrada nesta fita. Se o conflito em Asgard é interessante, as partes passadas na Terra são bem aborrecidas. Mas mesmo o que se vai passando em Asgard, não cativa muito.

Algumas sequências de ação não satisfazem e parecem ser demasiado curtas, assim como o romance incluído soa a falso. O CGI foi bem aplicado, especialmente na conceção de Asgard. O aspeto futurista, mas também algo medieval, assim como o reino dos gigantes de gelo estão bem feitos, sim senhor. No entanto, é preciso muito mais que cenários visualmente belos para conseguir prender quem está a ver ás personagens e ao seu destino.

Anthony Hopkins como Odin, Chris Hemsworth (escolha bem acertada) como Thor, Natalie Portman como jane Foster, Tom Hiddleston como Loki e Colm Feore como King Laufey, cumprem bem os seus papéis. Não é pelo excelente elenco que o filme perde pontos, mas, como já referi, pela história, que não consegue criar laços, nem empatia entre o que se passa no ecrã e quem está a ver.

Thor é, portanto, um filme com pouco sal. Vê-se bem, mas não impressiona. Cai facilmente no esquecimento. Um último destaque para as referências ao Avengers. Talvez nem todos as apanhem, mas quem está por dentro do assunto, irá concerteza gostar.

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6/10

9 Comments

  1. Considero o filme como sendo bem melhor. “Thor”, propõem-se ser mais que um mero filme de super-heróis nesta adaptação… é a história familiar, entre o rei pai e os seus dois filhos que aspiram ao trono, assumindo contornos realmente shakespeareanos e numa outra comparação (com mérito) à complexidade existente também na animação “O Rei Leão”. Faz uso admirável do CGI, sendo as partes passadas na Terra as engraçadas e as melhores e mais deliciosas as passadas nos reinos destes “deuses”.

    Os constantes escapes humoristicos são muito bons. Principalmente todos aqueles na presença da Kat Dennings… e o Thor mortal a adaptar-se à vida na Terra. “Quero um cavalo!”

    Este é também um Thor diferente do que conheci pela BD, mas apesar disso, faz mesmo assim a ponte entre o antigo e a modernidade, com a contextualização acerca dos vikings, o factor “deuses”, é admirável a forma subtil como encaixam o alter-ego Donald Blake e a sua transformação em Thor, o Destruidor foi muito bem feito (mesmo que banalizado) e consegue na perfeição colocar o dificil personagem Thor no universo de Iron Man.

    Digo que me soube a pouco… 7,5/10

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