Centurion (2010)

Centurion cativou-me desde o início. Um filme aparentemente épico, semelhante a Braveheart ou Gladiator, realizado por Neil Marshall – autor de um dos melhores filmes de terror que vi em 2008, The Descent – só podia criar alguma antecipação.

In the chaos of battle, when the ground beneath your feet is a slurry of blood, puke, piss and the entrails of friends and enemies alike, it’s easy to turn to the gods for salvation. But it’s soldiers who do the fighting, and soldiers who do the dying, and the gods never get their feet wet.

O filme conta a história de Quintus Dias, um soldado que sobrevive ao cativeiro dos Picts, habitantes rebeldes da Escócia. Quintus acaba por se juntar a um grupo de elite romana, mais propriamente um grupo de soldados conhecidos como a lendária 9º Legião, que são enviados para combater os Picts e eliminar o chefe deles, Gorlacon.

No entanto, Gorlacon é bastante inteligente e comanda um exército de hábeis lutadores. Os romanos são atraídos para uma emboscada e a 9º legião é dizimada. O seu chefe, o general Titus Virilus é levado como refém, e resta a um pequeníssimo grupo de sobreviventes do massacre tentar resgatá-lo e fugir para u local mais seguro.

A antecipação que referi ali em cima, foi-se desvanecendo á medida que o filme avançava. Situações algo ridículas e  personagens uni-dimensionais, são grandes problemas de Centurion. O argumento é mesmo o calcanhar de Aquiles do filme.

Então a 9º legião é dizimada, e meia dúzia de sobreviventes decidem ir até á toca do lobo resgatar o general? E quão forçado é aquele pseudo-romance entre Quintus e a Pict que vive sozinha no meio da floresta? E Etain que é uma super-prodígio em matéria de perseguições?

She’s a Pict and a woman – two good reasons not to trust her.

Não sei, o filme parece que foi feito á pressa e as coisas não se encaixam muito bem. Neil Marshall até que filme bem. As belíssimas paisagens são pano de fundo a algumas sequências bem esgalhadas. Michael Fassbender, Ulrich Thomsen e Olga Kurylenko – que o fato de não falar durante o filme todo, talvez tenha ajudado a criar uma personagem bem misteriosa – safam-se com o que lhes foi dado para trabalhar, mas não cativam por aí além.

E é pena que tenha ficado desiludido com o produto final. Talvez se Neil Marshall tivesse tido um budget mais á medida, ou mais tempo para filmar (segundo li, teve 7 semanas para realizar), conseguisse dar mais desenvolvimento ás personagens e, consequentemente, melhorar alguns momentos chaves da fita.

.imdb .trailer
5/10

3 thoughts on “Centurion (2010)

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