WOLF CREEK (6/10)
Filme de estreia de Greg Mclean, Wolf Creek prima pelo seu aspeto tremendamente indie. A história, baseado em fatos verdadeiros, é simples, e já foi vista em outros filmes, mas o trio de atores jovens mais o espetacular e perturbador John Jarrat e a forma como Mclean filma tornam a coisa, de certa forma, interessante.
O pior de tudo é que demora imenso tempo a arrancar, especialmente para quem vai á procura de emoções fortes o mais rapidamente possível. Eu posso bem com atos lentos onde se vai construindo uma base sólida para termos um final credível e mais genuíno, mas bocejei várias vezes com este filme.
Quando começa o jogo do gato e do rato, o filme torna-se bem melhor e mais suportável. É um filme interessante, com uma atmosfera aprazível, tremendamente indie, mas que tem um primeiro ato muito, mas muito aborrecido.
SUPER (7/10)
O problema é que Sarah tinha um passado de toxicodependência, e sofre uma recaída, fugindo com um traficante. Frank decide então tornar-se no Crimson Bolt, um super-herói munido de uma chave de fendas e que grita shut-up crime a quem cometer infrações, sejam elas meter-se á frente das pessoas nas filas de espera. Mas o principal objetivo é recuperar a pessoa que ama.
Super pode ser comparado a Kick-Ass na temática, mas a sua abordagem é bem mais, como hei-de dizer, peculiar. Com humor negro e muita violência, que vai crescendo á medida que o filme avança, Super destaca-se por não ter pudor em como retrata esta vendetta pessoal de Frank.
Rainn Wilson tem uma interpretação muito boa, mas Ellen Page como Libby e mais tarde como Boltie, rouba todas as cenas em que entra, com a sua personalidade incrivelmente obcecada e bem perversa. Liv Tyler e Kevin Bacon completam este bom elenco.
Certamente não agradará a todos, mas arrisquem e vejam. Não é perfeito e oscila entre grandes momentos e outros dispensáveis, mas é um filme diferente. Esquisito por vezes, fascinante e bem alucinado!
YOUR HIGHNESS (4/10)
Um grande elenco não faz um filme e nem Natalie Portman, Zooey Deschanel, James Franco ou Danny McBride, conseguem destacar-se no meio de tanta mediocridade.
Se bem que o filme até consegue ter situações engraçadas, e conseguir acertar em ironizar certos clichés presentes nos filmes deste género. Destaque para o vilão que interpreta um feiticeiro virgem que não sabe bem como há-de cumprir uma profecia centenária.
Mas acaba por abusar das piadas dirigidas, especialmente, a quem é fã de filmes de espadas e magia, dragões e feiticeiros e torna-se repetitivo a curto prazo. Depois, eventualmente, fica aborrecido e nem o fato de ter duas belíssimas atrizes apimentam a coisa.