Ter um filme com Nicolas Cage é, cada vez mais, sinónimo de pouca qualidade. Pior que isso, é não fazer a mínima idéia se vamos encontrar o Cage bom, ou o Cage mau.
Aqui nem um nem outro, encontramos o Cage em piloto automático. Aquele Cage que cumpre os serviços mínimos (o que já não é mau) num filme medíocre. Aliás, como ele tem feito nos últimos tempos. Saudades de um Leaving Las Vegas ou de um Lord of War…
Season of The Witch passa-se no tempo dos Reis e dos seus vassalos, no tempo em que a Igreja dominava os homens através do medo e da opressão e no tempo em que quase todas as mulheres eram potenciais bruxas!
Durante essa época, surgiram inúmeras doenças, mas uma delas provocou o caos. Falo da Peste bubónica, mais conhecida por peste negra, que dizimou um terço da população da Europa.
O filme retrata esse período específico, dando uma explicação bastante alternativa para o que causou essa epidemia. Quando digo alternativa, quero dizer uma explicação fantasiosa que mete Satanás himself pelo meio, ou seja, que acaba por descambar.
Cage e Ron Perlman (o hellboy), são dois Templários que decidem mudar de vida, após terem a epifania que, se calhar, andavam a massacrar pessoas inocentes em nome de uma Igreja sedenta de sangue.
Trata-se de entretenimento razoável, a espaços bem fraquinho. Especialmente assim que chega ao final, com um exorcismo patético e um Diabo que não consegue eliminar dois míseros humanos… Um último destaque para Claire Foy que consegue dar vida a uma bruxa bem misteriosa, com as suas expressões. Pelo menos enquanto o argumento o possibilita. Vê-se, mas rapidamente se esquece.
Esperemos por um regresso do Nicolas Cage aos grandes filmes e ás grandes interpretações, pois tem talento para isso. Mas quando se sabe que vem aí a sequela do horripilante Ghost Rider…